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Casal teria usado arsênio para tentar matar médico de 90 anos no ES

Um casal foi preso na última terça-feira (2), na Grande Vitória, suspeito de tentar matar um médico de 90 anos, por meio de envenenamento com óxido de arsênio. O crime, segundo a investigação, teria acontecido entre 2023 e o início de 2025 dentro da clínica do profissional, na Praia do Canto, em Vitória.

Os principais investigados são Bruna Garcia Barbosa Marinho e Allysson Oliveira Marinho. De acordo com dados obtidos por ES HOJE, Bruna trabalhou durante 12 anos como secretária do médico, controlava suas finanças e também era responsável por servir suas refeições.

Nesse período, a vítima apresentou sintomas de intoxicação crônica por arsênio, como diarreia, vômitos, anemia e perda de peso. A suspeita de envenenamento se fortaleceu após a demissão da secretária, em março de 2025, quando o médico e a esposa descobriram um desvio de cerca de R$ 600 mil.

Pouco tempo depois, dois frascos de medicamentos foram encontrados na sala usada por Bruna, entre eles um contendo óxido de arsênio. Após o afastamento da funcionária, a vítima apresentou melhora significativa no quadro de saúde.

Laudos periciais confirmaram a presença da substância no frasco apreendido e também o envenenamento do médico, com maior concentração no período em que Bruna ainda trabalhava na clínica. Além disso, uma nota fiscal de compra de arsênio, datada de 29 de fevereiro de 2024, foi encontrada em nome de Allysson, marido da ex-secretária.

Na decisão que decretou a prisão temporária do casal por 30 dias, o juiz Carlos Henrique Rios do Amaral Filho destacou que há “indícios suficientes de autoria” e que a medida é necessária para o avanço das investigações. O magistrado também ressaltou que ainda restam diligências em andamento, como a oitiva de novas testemunhas.

A defesa do casal, representada pelo advogado James Gouvêa Freias, nega as acusações:

“O casal investigado pela polícia é inocente e, com o decorrer do processo, a verdade vai vir à tona e, se os fatos ali narrados no inquérito policial forem mesmo verdadeiros, o real culpado vai ser desmascarado. Eles não têm nada a ver com isso, eles não tentaram matar o doutor e, entendo eu, que com o decorrer do processo, se continuar, o verdadeiro culpado vai aparecer”, disse o advogado.

O casal foi encaminhado ao sistema prisional e permanece à disposição da Justiça.

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