A vereadora de Vitória Karla Coser (PT), principal voz de oposição ao prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos), vai se afastar do mandato por seis meses. Grávida de 35 semanas, ela inicia a licença-maternidade dia 1º de julho e retorna oficialmente à Câmara Municipal em 1º de janeiro.
Contudo, ela só deve retomar os trabalhos legislativos em plenário em fevereiro, após o recesso parlamentar. Esta será a primeira vez que uma vereadora da capital utiliza o direito à licença-maternidade.
O afastamento está previsto no Regimento Interno da Casa desde 2021, quando foi inserido o inciso III do artigo 349, que assegura licença maternidade ou paternidade aos parlamentares pelo mesmo período concedido aos servidores da Câmara: seis meses.
Pré-candidata à Assembleia Legislativa em 2026, Karla afirmou que utilizará integralmente o tempo de afastamento permitido. A parlamentar planeja se dedicar integralmente aos cuidados com a filha, Maria Vitória, prevista para nascer em julho.
Durante a ausência de Karla, o grupo de oposição ao prefeito, que soma sete vereadores, sendo três da federação PT-PV-PCdoB, três do PSB e uma do Psol, perderá temporariamente a principal porta-voz nos embates com a base governista.
Reeleita em 2024 com a maior votação da Câmara (7.256 votos), Karla é reconhecida pela atuação combativa desde o início do primeiro mandato.










