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Uso irregular de viatura para fins pessoais em mais uma ação contra policiais penais

Denúncias recentes apontam para uma série de irregularidades cometidas pelo então chefe de segurança Anclébio Paulino Guerra, durante sua gestão como chefe de segurança na Penitenciária Estadual do Xuri, em Vila Velha. Entre as acusações estão o uso indevido de viaturas oficiais e possíveis fraudes na escala de trabalho.

Uso irregular de viatura para fins pessoais em mais uma ação contra policiais penaisO servidor é acusado de permitir que um detento dirigisse a viatura da unidade prisional. O próprio preso admitiu que dirigia a viatura no interior da unidade, e, quando era escoltado por Guerra e Barbato, não era levado no cofre como os demais presos, mas sentado no banco do assento da viatura. O preso inclusive disse que o chefe de segurança Guerra o obrigou a levar na viatura uma cama de madeira feita na marcenaria da unidade. O preso teria sido levado até a casa do servidor e montado a cama. O interno foi visto por outros presos entrando no banco do carona da frente da viatura (e não no cofre, onde estava a cama) e saindo da unidade. Esse interno relata com orgulho que possuía privilégios na unidade pelos seus serviços prestados a Guerra e a Barbato, como nunca ser escoltado no cofre da viatura, andar livremente pela unidade sem qualquer vigilância e dormir numa sala com ar condicionado.

Uso irregular de viatura para fins pessoais em mais uma ação contra policiais penais

No dia 14 de novembro de 2022, o chefe de segurança Guerra estava escalado para um plantão especial de 7h de um dia às 7h de outro dia (24 horas). Contudo, registros do  Sistema Integrado de Administração de Recursos Humanos do Espírito Santo (Siarhes) da Secretaria de Gestão e Recursos Humanos (Seger) indicam que o servidor trabalhou apenas até as 22h do mesmo dia, mas sendo remunerado como se tivesse trabalhado 24 horas consecutivas, o que levanta suspeitas sobre a regularidade da jornada declarada.

Uso irregular de viatura para fins pessoais em mais uma ação contra policiais penais

Outra grave acusação envolve o uso da viatura oficial para fins pessoais. De acordo com rastreamentos realizados pela Gerência de Tecnologia da Informação, nos dias 16 e 17 de novembro de 2022, a viatura caracterizada sob responsabilidade de Anclébio foi identificada em locais fora das rotas relacionadas às atividades prisionais.

Uso irregular de viatura para fins pessoais em mais uma ação contra policiais penaisNo dia 15 de novembro, foi constatado que a viatura ficou estacionada entre 17h02 e 18h35 na rua Tuiti, bairro Jardim Guadalajara, em Vila Velha. Nesse endereço está localizada a academia OKLIN BJJ-Jiu Jitsu, frequentada pelo servidor. Na mesma data, Anclébio publicou uma foto em suas redes sociais dentro da referida academia, reforçando as suspeitas de que a viatura oficial foi utilizada para fins particulares. Além disso, tanto Anclébio Guerra quanto Pabliciano Barbato teriam usado viaturas operacionais caracterizadas da unidade prisional para transporte próprio, levando-as inclusive para casa, desfalcando a própria unidade, que comumente pedia viaturas emprestadas a outras unidades devido a esse desfalque.

Uso irregular de viatura para fins pessoais em mais uma ação contra policiais penais

Existem ainda denúncias de que os dois servidores costumavam ir para a unidade portando malas de viagem e, quando retornavam para casa, levavam embora centenas de tubos de pasta de dente, além de centenas de sabonetes e cuecas de preso. Segundo consta, os servidores faziam uso pessoal dos materiais e também os vendiam.

As informações reforçam a necessidade de apuração das denúncias por parte das autoridades competentes. Caso confirmadas, as práticas apontam para desvios éticos e administrativos, além do uso irregular de bens públicos, comprometendo a confiança na gestão de recursos da unidade prisional.

A reportagem do Jornal ES HOJE entrou em contato com a Secretaria da Justiça do Espírito Santo (Sejus), mas até a publicação das matérias, não houve resposta. O espaço está aberto para o órgão e o texto será atualizado assim que houver um retorno.

A reportagem não conseguiu contato com Pabliciano Barbato da Silva e Anclébio Paulino Guerra. Já a Polícia Penal informou que responderia aos questionamentos da reportagem, mas também não houve retorno até a publicação do texto. O texto será atualizado havendo resposta.

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