Sábado ensolarado, de preguiça.
Aprendi, desde os tempos de faculdade, que sábado é pra fazer nada, ficar de preguiça, aproveitar os pais.
Como eu fazia estágio e dava aula em cursinho – obrigado Miguel Depes Tallon, meu grande mestre -, o sábado era meu dia, dia de comprar CD’s (no Golias e depois no Valci, e encontrar José Carlos Saleme, o grande neurologista, Danilo, do banco Safra e tantos profundos conhecedores de jazz, mpb e outras “bossas”), ir pra uma livraria, comer uma feijoada com Juno Ávila, minha inspiração em direito penal.
Aliás, foi no Valci que comprei uma caixa de Cds da Nara Leão, importada do Japão, raridade das raridades, que ainda ouço.
“Sábado eu vou à festa
Vou levar meu violão
Vou cantando uma canção
Que eu decorei
Sábado eu vou à festa
Numa nuvem de algodão
E entre estrelas vou abrir meu coração”.
Nesse sábado acordo com o resultado do meu Botafogo, 0 x 0 com o Criciúma, mas seguimos líder, qualquer que seja o resultado do Palmeiras no domingo.
Tá certo que tem muita gente lembrando o ano passado, quando fizemos vexame, mas “esse ano não vai ser igual aquele que passou”, tenho certeza e confio.
Mas é sábado e meus sábados agora são diferentes, são sábados de “fazer o L”, todos eles, que “fazer o L” é a melhor coisa pra mim.
Sábado continua meu dia, “fazendo o L”, mas o “L” de Ligia e Laura, que são elas, hoje, que preenchem e me fazem feliz aos sábados.
“Sábado eu vou à festa
Numa nuvem de algodão
E entre estrelas vou abrir meu coração”.








