Em 62 eram 5: Nilton Santos, Didi, Garrincha, Amarildo e Zagalo.
O time tinha mais 3 do Santos (Gilmar, Mauro e Zito) e e ainda Djalma Santos, Zózimo e Vavá.
Em 2024, bastaram dois do Fogão para ganharmos do Chile.
É claro que a diferença dos dois timos é abismal. Onde já se viu uma seleção brasileira com Danilo e Paquetá?
Onde jogaram Djalma Santos, Carlos Alberto Torres, Leandro e Cafu, hoje pisa Danilo…
Onde estiveram Didi, Gerson, Falcão, hoje reina, absoluto, Lucas Paquetá.
Tem horas em que fico triste por ter visto o tanto de futebol que vi e os craques que assisti.
Triste ver o que se vê hoje no meio campo quando se viu Cerezo, Falcão, Sócrates e Zico em 82 e Clodoaldo, Gerson e Rivelino em 70. E vi Andrade, Adilio, Junior, Leandro, Jairzinho, Roberto, Afonsinho, Ademir da Guia, Tostão, Dirceu Lopes, Marinho, o grande lateral do Botafogo, Bebeto, Romário e a lembrança se perde em tantos.
Vencemos o “poderoso” Chile.
Mas que jogamos mal, jogamos.
Nosso capitão, o grande (quem?) Danilo, explicou tudo, quando disse numa entrevista: “Vai muito além da seleção brasileira. Eu enquanto garoto adorava ver o Brasil golear, ganhar de 2 a 0 não me deixava satisfeito. Mas vai além da seleção. O negócio futebol, business, é incompatível com o futebol da essência: a paixão, amor à camisa, o drible, uma coisa digamos mais irresponsável em campo.”
Tá certo, Capitão. Drible virou irresponsabilidade. O “business” não permite o drible. Se cuida, Estevão. Luiz Henrique fica quietinho aí. Pegou a bola, passe. Se livre dela. E lendo o “capitão” Danilo lembro do um pedacinho do discurso de Charles Chaplin em “O Grande Ditador”: “Não sois máquina! Homens é que sois!”. Mas volto a Danilo, quando ele repete “A comparação é o ladrão da felicidade”. Tenho que concordar. É que se eu não comparasse ficaria feliz com ele. Mas como eu vi tantos craques, lembro, comparo e minha felicidade acaba sendo roubada pois sou obrigado a ver Paquetá, Danilo, Marquinhos …
Estamos presos nesse mundo “business”? Nesse futebol em que o Danilo acredita, nossa essência não tem lugar?
“Chegou a hora, chegou, chegou
Meu corpo treme, ginga qual pandeiro
A hora é boa e o samba começou”
Romário é isso, Estevão é isso, alguns dos nossos jovens jogadores não perderam – ainda bem – nossa essência.
Business. O drible proibido. A alma morta.
A alegria perdida.
Mas fica pensando aqui?
Alguém avisou a Messi que o business proíbe o
drible? Alguém avisou a Lamine Yamal, o garoto espanhol, que a alegria está proibida?
Jogamos hoje um jogo triste. Os flamenguistas me entenderão: lembram do Mister, do Flamengo de Jorge Jesus? Da alegria do jogo?
E em momento algum o futebol, ali, deixou de ser business? Claro que não.
Estamos tristes, o nosso jogo está triste.
E o negócio futebol, business, nunca foi incompatível com o futebol da essência.
Incompatível com nossa essência é ser não saber fazer, como o Brasil de hoje, triste Brasi








