Novo levantamento de intenção de votos para Vitória, realizado pelo Instituto Paraná Pesquisas, a pedido do Grupo Bandeirantes, revela um cenário favorável para o prefeito da Capital, Lorenzo Pazolini (Republicanos), e panorama de desafios aos concorrentes.
Antes de abordar sobre a preferência dos votos, é preciso verificar dois aspectos que fazem a diferença no eleitorado: aprovação da gestão e rejeição eleitoral.
Conforme a pesquisa, Pazolini é aprovado por 76,1% dos 800 entrevistados, sendo que 61,8% consideram o modus operandi de comando da cidade como bom/ótimo. Considerando que Vitória, desde que a reeleição passou a ser válida no Brasil, sempre reconduziu seus gestores, este é um indicativo que alegra o QG republicano.
Quanto à rejeição eleitoral, Vitória, no microcosmo local, vai pelo fenômeno de rejeitar extremos, segundo o retrato da pesquisa, apesar de ter comungado para eleger Jair Bolsonaro (PL) como presidente. Dos entrevistados, 50,5% disseram que não votariam em alguém indicado pelo presidente Lula (PT) e outros 43,1% frisaram que não acompanhariam o indicado por Bolsonaro.
Esses indicadores só reforçam o fato de o deputado estadual João Coser (PT) liderar essa rejeição com 37,5%, seguido pelos colegas Capitão Assumção (PL), com 25%, e Camila Valadão (Psol), com 14,8%. O republicano alcaide, que está na máquina, possui a repulsa de 14%. Coser e Assumção, assim como Camila, abarcam mais os universos de Lula e de Bolsonaro.
Estes são os desafios que os concorrentes têm de superar, sem contar o retrato atual que mostra Pazolini, no primeiro cenário estimulado, com patamar de 47,1% ante 17% de Coser, 7,1% de Assumção, 6,6% de Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB), 4,1% de Gandini (PSD) e 3,4% de Camila Valadão (Psol).
Em outra montagem estimulada, Pazolini possui 48,9% das intenções, contra 18% de Coser, 7,6% de Assumção, 7,5% de Luiz Paulo, e 3,5% de Camila Valadão. No terceiro retrato, o republicano possui a liderança com 47,9%, seguido por Coser (19,5%), Assumção (7,5%), Luiz Paulo (6,9%) e Gandini (4,5%).
Casagrande bem avaliado
A pesquisa demonstra panorama promissor para o governador do Estado, Renato Casagrande (PSB). Ele conta com aprovação de 72,1% de sua gestão, sendo que 58,4% avaliam o mandato dele como bom/ótimo. Isso, para efeitos de 2026, só reforça o movimento do socialista para que possa ir à disputa de vaga ao Senado e ser bem-sucedido.
O “x” da questão, envolvendo este ano, é se o governador irá de fato para o palanque pedir voto e quem seria o ungido, visto que a lista de pré-candidatos aliados do Palácio Anchieta é grande. No levantamento, 25% disseram que votariam “com certeza” em alguém indicado pelo chefe do Executivo estadual, enquanto 43,8% ponderaram que poderiam votar em alguém indicado pelo socialista.
O fato é que o governador terá de assumir decisão quanto a este pleito. Se lavar as mãos no primeiro turno, demonstrando “neutralidade”, o posicionamento pode ajudar o grupo do centrão, que reúne o partido dele, o MDB, do vice-governador Ricardo Ferraço (MDB), o PSD, o União Brasil e a Federação PSDB/Cidadania. Como demonstrado por Poder ESHOJE, Coser tende a ficar cada vez mais isolado na campanha e sem conseguir alicerçar candidaturas mais à direita.
E Luiz Paulo?
Gandini e Luiz Paulo seguem como os postulantes do centrão para a pré-candidatura. O primeiro tem rejeição de 8,8% e o segundo, de 10%. São indicadores menores do que o do prefeito, porém estão abaixo nas intenções de votos. Possuem teto para subir? Estatisticamente, sim. Quanto que vai decolar ante o cenário mais favorável a Pazolini é difícil prever.
Diferenças I
Chama a atenção neste levantamento da Paraná Pesquisas o tamanho da deputada estadual Camila Valadão, que beirou os 3,5% das intenções de votos. No produto divulgado pela Futura, publicado pelo Folha Vitória, ela detinha de 8,5% a 12,5% das preferências no primeiro turno.
Diferenças II
Segundo lugar em ambas as pesquisas, Coser, no levantamento da Futura, possuía entre 19% a 20% das intenções.
Diferenças III
Destaca-se que o teto de Pazolini, naquela vez, foi de 37,4%. Além disso, também na pesquisa da Futura, o campeão de rejeição foi o Capitão Assumção (PL), seguido por Coser.
Retrato
Pesquisas são retratos de momentos. De qualquer forma, sempre alguém vai enxergar como copo mais vazio ou mais cheio. O ponto fundamental é servir para nortear ações.
Lula e Bolsonaro
Será que as campanhas do PT e do PL ainda vão insistir com o uso das imagens de Lula e de Bolsonaro, respectivamente, para puxar votos?
***
Santa Rita, rogai por nós
Missas na Paróquia Santa Rita, na Praia do Canto, nessa quarta-feira (22), em homenagem à santa das causas impossíveis, tiveram peregrinação de pré-candidatos. Entre eles, o prefeito Pazolini, o vereador afastado da Capital Armandinho Fontoura (PL) e Aylton Dadalto, pré-candidato a vereador do Republicanos, que atua na comunidade.
***
Que fase
Operação da Polícia Federal e da CGU que mirou o Hospital Estadual Infantil Nossa Senhora da Glória (HINSG), em Vitória, só aumenta o carma e lupa nos problemas da unidade. Como esta coluna vem publicando, o Ministério Público Estadual está de olho em diversas denúncias, que vão de supostas irregularidades de atuação dos servidores a mau atendimento ao público e a subordinados.
***
Fechado
Casagrande e o prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (Podemos), estão cada vez mais fechadíssimos. O governador anunciou, durante a solenidade de aniversário da cidade canela-verde e da colonização do solo espírito-santense, mais R$ 90 milhões em obras para o município. Arnaldinho agradece.

Impressões
Fontes de bastidores comentaram que já viram o evento em Vila Velha mais populoso de autoridades, seja do Executivo ou dos poderes legislativos.
Use protetor solar
Casagrande, coitado, penou no forte sol. Há quem diga que o chefe do Executivo estadual ficou mais rubro do que o normal.
***
Fale com a coluna
Nosso e-mail é [email protected].
Na moita
Político midiático capixaba ficou escanteado e esquecido enquanto chefes municipais do Estado participaram de peregrinação em Brasília.
Tá na rede
“A harmonia entre os poderes aqui no Brasil virou sinônimo de injustiça”
Magno Malta (PL), senador










