Declaração dos Direitos Humanos completa 75 anos

Neste domingo (10) a Declaração Universal dos Direitos Humanos, documento que reconhece a assegura a dignidade humana, completa 75 anos.

O documento, promulgado na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU)  em 1948, tem 30 artigos, elaborados por representantes de diferentes origens jurídicas e culturais de todas as regiões do mundo, por meio da Resolução 217 A (III) da Assembleia Geral “como uma norma comum a ser alcançada por todos os povos e nações. Ela estabelece, pela primeira vez, a proteção universal dos direitos humanos”, diz as Nações Unidas do Brasil.

Em cadeia nacional, o ministro dos direitos humanos, Sílvio Almeida, discursou por quase 3 minutos sobre a data na noite de sábado (9). “Não importa sua posição política. Sabe quando a gente olha alguém que está sofrendo, passando por alguma humilhação e privação e sente um incomodo, angústia? O nome disso é empatia. Eu diria que aí esta a essência dos direitos humanos, a capacidade de se importar e querer cuidar das pessoas”.

Almeida resumiu o significado dos direitos humanos em duas palavras: respeito e cuidado. “A humanidade está diante de grandes desafios climáticos, económicos, políticos e sociais. São crises que se combinam, se agravam, jogam milhões de pessoas no desespero e colocam em risco a própria sobrevivência da nossa espécie”, afirmou.

Ainda segundo o ministro, nessa crise, muitos escolhem excluir e abandonar os mais fracos. “E essa escolha não tem futuro porque o futuro está em imaginar um mundo que caiba todos e todas nós”.

No discurso, Sílvio Almeida destacou políticas criadas pela pasta. “Intensificamos a proteção e crianças e adolescentes e suas famílias e projetos para que as pessoas com deficiência tenham uma vida sem limites. Criamos politicas para a população em situação de rua, voltamos a enxergar as pessoas idosas. Mapeamos soluções para que pessoas encarceradas possam projetar alguma esperança na vida, passamos a olhar com merecido respeito a população LGBTQIA+. Nós combatemos a violência e intolerância religiosa, lutamos pela memória, verdade e justiça (se referindo a ditadura militar).

E voltou a repetir o discurso da posse: “Se você for vítima de ataques aos seus direitos, você é importante para nós. Agora, se considera que já tem seus direitos garantidos, mas sente uma angústia diante das injustiças, tem um lugar para você ao nosso lado”.

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