Projetos sociais esportivos promovem inclusão e revelam talentos no ES

Neste sábado (15) é celebrado o Dia Mundial dos Clubes, data que mostra a importância dos clubes enquanto agentes de sociabilidade, união de pessoas que se reúnem em prol de um objetivo em comum e revelação de novos talentos dos esportes capixabas. No Espírito Santo, são exemplos um projeto de vôlei e o Taça das Favelas.

Fábio Luiz, medalhista olímpico e atual coordenador do projeto de voleibol “Virando o Jogo”, explica que a ideia do projeto é dele junto com o presidente da Federação Espírito Santense de Vôlei (FESV), Celso Jantorno. 

“Eu e o presidente Celso já tínhamos essa ideia há alguns anos, pois queríamos fortalecer ainda mais o esporte no Espírito Santo. E a federação do nosso Estado é conhecida internacionalmente, principalmente, pelo vôlei de praia, mas esquecem que viemos da quadra. Com isso, procuramos o governo para poder fazer o projeto pela Lei de Incentivo ao Esporte, escrevemos o projeto e ele foi aprovado pela Secretaria de Estado do Governo”, diz o coordenador. 

Com a ideia aprovada, o projeto começou a tomar forma e a ser implementado. Atualmente, o programa tem 350 crianças inscritas, com todos os materiais de qualidade, além de professores de educação física cadastrados no Conselho Regional. 

“Tem toda uma organização, tem um coordenador pedagógico, um coordenador geral do projeto. E, hoje, nós temos núcleos nas cidades de Guarapari, Viana, Vitória e Serra. Além de todas essas crianças já inscritas, temos uma fila de espera de mais de 50 crianças na Grande Vitória, além de outros municípios. Nosso sentimento é de que estamos realizando sonhos”, diz Fábio Luiz. 

O “Virando o Jogo” é uma ideia com duração de 10 meses, até dezembro deste ano. Segundo o coordenador, o projeto já deu grande diferencial no cenário do vôlei capixaba, pois crianças, encontradas nos núcleos, com grande potencial, tornarem-se futuros atletas.

“A nossa ideia é direcionar esses atletas com potencial para algumas escolas e clubes do Estado. Dentro desses projetos, nós já estamos visualizando futuros atletas para integrar as seleções capixabas e o fortalecimento não só do voleibol, mas também do esporte no Espírito Santo. Atualmente, o vôlei é o esporte que mais cresce no Estado”, explica o medalhista olímpico. 

Por ser um projeto social, que visa o desenvolvimento esportivo e social das crianças, um dos requisitos básicos do programa é de os jovens estarem estudando em escolas. Além disso, há também outras regras necessárias para continuar no projeto. 

“Esses jovens têm que estar matriculados na escola pública ou particular e esse é um dos requisitos básico. Tem que estar estudando, com notas boas. Além disso, frequentar o projeto diariamente e respeitar todos os profissionais. Todos os pais devem assinar um requerimento, com os requisitos para manter o filho no projeto. Chamamos nossa metodologia de social, mas também trabalhamos com a de resultado e qual é? Todas as crianças que entram no projeto devem sair de lá sabendo jogar vôlei”, finaliza o coordenador. 

Taça das Favelas

A Taça das Favelas é um campeonato de futebol realizado pela Central Única das Favelas (CUFA) para jovens entre 14 e 17 anos, com o intuito de promover a competição, a sociabilidade e visibilidade para futuros potenciais atletas. 

A competição acontece há alguns anos em diversos estados do Brasil, sendo os principais o Rio de Janeiro e São Paulo. E, neste ano, o Espírito Santo fará a primeira Taça das Favelas estadual.

O coordenador do projeto, Cláudio Martins, fala das expectativas. “As nossas expectativas são as melhores possíveis, pois a favela ocupará o lugar de protagonismo no futebol capixaba”,. 

Martins diz que, além do futebol, a Taça terá diversas atividades visando proporcionar o bem-estar para todas as comunidades. “O futebol será o plano de fundo, mas tem também toda a questão social, com ações transversais que serão realizadas para os moradores da favela, como empreendedorismo, educação, tecnologia e geração de renda. Nós queremos aproximar a favela do asfalto”, diz o coordenador. 

Além de todas essas ações, durante a competição haverá olheiros observando o potencial desses jovens para uma possível oportunidade em algum clube brasileiro. “O nosso maior objetivo com a competição é formar cidadãos que tenham uma perspectiva de vida”, finaliza. 

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