A indústria da construção civil contribui com 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do estado do Espírito Santo e gera 1,6% da renda das cidades locais. Para garantir o crescimento do setor, mas também preservar o meio ambiente, a empresa Marca Ambiental recicla os resíduos produzidos pela indústria.
A sócia-proprietária da Vila Recicla, Amanda Reginatto, observa que, ao analisar os locais com acúmulo de lixo nas cidades, é possível constatar que a maior parte é composta por resíduos de construção. Isso ocorre porque, de acordo com a ABRELPE, esses são os materiais mais produzidos no Brasil.
O descarte inadequado desse tipo de resíduo pode gerar diversos problemas, como enchentes, proliferação de animais transmissores de doenças, contaminação da água e do solo e poluição visual.
“A Marca Ambiental atua como uma solução para o descarte correto desses materiais. Em nossa usina, o entulho vira matéria-prima reciclada. Com uma unidade moderna de triagem e beneficiamento, oferecemos um destino seguro e sustentável para um dos maiores problemas enfrentados hoje nos centros urbanos”, explica Reginatto.
Depois de ser reciclado, o entulho se transforma em brita e areia, que têm várias aplicações na indústria da construção, tais como pavimentação, drenagem, saneamento e como base para construção de galpões logísticos, entre outras. Essa prática contribui para economizar as reservas naturais de brita e reduzir o impacto ambiental associado à extração de matéria-prima natural.
De acordo com ela, em 2022 a Marca Ambiental reciclou mais de 50 mil toneladas de resíduos, que, se descartados de forma inadequada, poderiam ter causado danos ambientais graves, criado lixões a céu aberto e poluído visualmente as cidades. Essa quantidade de resíduos deixou de ser extraída de jazidas naturais e foi transformada em agregados reciclados que foram utilizados em projetos da indústria da construção civil.
De acordo com a sócia-proprietária, a indústria da construção civil pode gerar grandes impactos ambientais, seja pela extração de matéria-prima natural ou pelos resíduos produzidos.
Segundo a Política Nacional dos Resíduos Sólidos, a primeira medida para promover a sustentabilidade é reduzir a geração de resíduos durante as próprias obras, e a adoção de tecnologias que envolvam materiais e processos mais eficientes é uma estratégia importante nesse sentido.
A utilização de agregados reciclados é uma solução eficaz para reduzir os impactos ambientais decorrentes da extração de matéria-prima natural. Dessa forma, o setor da construção civil pode se destacar como referência em sustentabilidade, o que já está ocorrendo.
“A Marca Ambiental oferece esse suporte, com uma unidade de reciclagem de resíduos da construção civil de referência no país. Nós recebemos o entulho, triamos, beneficiamos e oferecemos ao mercado um agregado de qualidade e baixo custo, que podem ser utilizados para obras de pavimentação e saneamento em todo o Estado”, explica.
Impacto econômico
A sócia-proprietária da Vila Recicla destaca que a indústria da construção é um dos segmentos mais relevantes para o crescimento econômico do país e representa uma grande fonte de empregos no estado do Espírito Santo. Nesse contexto, a Marca Ambiental apresenta uma opção de sustentabilidade e economia que pode ajudar a fortalecer esse setor tão significativo.
“Nossa unidade de reciclagem de resíduos da construção civil oferece um destino sustentável e ambientalmente correto. Oferecemos os agregados reciclados, que são brita e areia reciclada com um custo inferior às de extração natural, gerando economia para as obras e impulsionando o ESG nas empresas do setor”, explica.
Segundo Reginatto, a principal dificuldade enfrentada tanto pela Marca Ambiental quanto pelas autoridades municipais é o descarte inadequado de entulho nas ruas e terrenos baldios das cidades. Isso porque a remoção desses pontos de acúmulo de resíduos é um dos maiores gastos dos centros urbanos brasileiros.
A escassez de entulho para reciclagem pode prejudicar a operação das unidades de reciclagem e impactar negativamente as finanças públicas, impedindo os municípios de investir em áreas importantes, como educação e saúde. Esse problema é agravado quando o entulho é misturado com outros tipos de resíduos, o que pode inviabilizar o processo de reciclagem.
Marca Ambiental e conscientização
A coordenadora socioambiental da Marca Ambiental, Laís Cavalcante, afirma que o cuidado com o socioambiental está no DNA da Marca Ambiental e que ela tem um trabalho muito forte de conscientização com a comunidade.
“Nossas redes sociais são o nosso principal canal de veiculação e de formar vínculo com a sociedade, por meio da conscientização. Além disso, as visitas agendadas na CVR Marca, por exemplo, reforçam a conscientização e a importância dela para a valorização adequada dos resíduos e premissas sustentáveis”, explica.
A Marca Ambiental acredita em abordagens lúdicas e, há 27 anos, atua em ações que promovem a conscientização e a educação ambiental, como ir até as escolas, participar de eventos e feiras com abordagens que reforcem a importância de engajar a sociedade de que o que polui é o descarte incorreto e inadequado dos resíduos sólidos.
Amanda Reginatto ressalta que na Marca Ambiental, o maior valor é o cliente, por isso oferecem soluções para os resíduos da construção civil. “Acreditamos que o setor tende a se tornar cada vez mais “verde”, optando sempre pelo descarte ambientalmente correto dos resíduos e utilização de matérias-primas recicladas”.
O objetivo da empresa é expandir a unidade de reciclagem de resíduos da construção civil e entregar soluções para os resíduos gerados na Grande Vitória.











