Governador veta aumento do próprio salário, do vice e dos secretários. E agora?

O governador Renato Casagrande (PSB) encaminhou, às vésperas do feriado de Nossa Senhora da Penha, mensagem à Assembleia Legislativa com veto ao projeto de lei que concede os reajustes de 5% aos salários dele, do vice-governador e dos secretários.

Pelo texto vetado, o salário de Casagrande passaria de R$ 29.496,99 para R$ 30.971,84. O do vice-governador, Ricardo Ferraço (PSDB), iria de R$ 26.801,03 para R$ 28.141,08. E os vencimentos dos secretários, de R$ 23.470,72, mudariam para R$ 24.644,26.

Em sua justificativa, o socialista apresentou suas motivações.

“Em que pese o justo propósito que norteou a iniciativa parlamentar e a observância às disposições da Constituição, em decorrência de recente reajuste dos subsídios do Governador, do Vice-Governador e dos Secretários de Estado, ocorrido no último mês de dezembro, não se configura a oportuna a decisão de novo reajuste dos Agentes Políticos na proporção apresentada, razão pela qual se impõe a decisão do veto total ao presente Autógrafo, que ora submeto à apreciação dessa Casa de Leis”, escreveu o governador, na mensagem endereçada à Assembleia Legislativa.

Casagrande busca realizar gestão na qual visa a austeridade fiscal. Neste sentido e para evitar qualquer tipo de desgaste com a opinião pública, a saída, neste momento, por conta do recente reajuste no salário da alta cúpula da gestão estadual, ocorrido em dezembro do ano passado, foi vetar.

Só que há um problema nisso. Se não há reajuste no salário do governador, carreiras que ficam atreladas ao teto do chefe do Executivo estadual, como oficiais de alta patente da Polícia Militar, delegados de Polícia Civil, auditores fiscais, dentre outras, ficam prejudicadas e não serão beneficiadas com o aumento recente.

Assim sendo, não será surpresa, na Assembleia Legislativa, se o veto for derrubado. O governador fez a parte dele em encaminhar que o projeto aprovado não deva ir para frente, mas os deputados poderão dar a chancela para que o reajuste ocorra, beneficiando não só a alta gestão, mas também as carreiras atreladas ao abate-teto do salário do governador.

O veto deverá ser votado ainda nesta semana, mais tardar no início da outra, com o objetivo de que se as modificações salariais não entrarem no pagamento do final de abril, pelo menos já estejam presentes em maio.

No resumo da ópera, a conta pode ficar com a Assembleia Legislativa.

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Mal-estar I

Têm causado incômodo e mal-estar, junto à bancada federal capixaba, as agendas que o governador Renato Casagrande (PSB), o vice-governador, Ricardo Ferraço (PSDB), e secretários de Estado vêm cumprindo em Ministérios, em Brasília, para tratar especialmente sobre os investimentos em infraestrutura no Espírito Santo. Os encontros ocorrem, na maioria dos casos, sem a presença de parlamentares do Estado.

Mal-estar II

Se no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a bancada era ponte para os compromissos realizados, dada a má relação que Casagrande tinha com o governo federal, agora nem mesmo os parlamentares do partido do presidente Lula (PT) são chamados.

Mal-estar III

Vale lembrar que boa parte dos investimentos federais, em obras no Espírito Santo, é realizado com recursos de emenda da bancada ou contam com a participação dos deputados e senadores na articulação.

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Saída a vitoriense

O prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), saiu discretamente antes do fim da missa de encerramento da Festa da Penha, nessa segunda-feira (17).

Encontro

Governador veta aumento do próprio salário, do vice e dos secretários. E agora?

O coordenador da bancada federal capixaba, deputado federal Da Vitória (Progressistas), tirou fotos com o líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado estadual Dary Pagung (PSB), e o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos) no encerramento da Festa da Penha, nessa segunda-feira (17).

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Mudança de imagem

Reportagem de O Globo, publicada nesta terça-feira (18), mostra a mudança de imagem do Republicanos, que busca espaço na gestão Lula e ameniza o vínculo com a Igreja Universal. É destacada a mudança na presidência estadual do partido no Espírito Santo, com a saída de Roberto Carneiro, que assumiu o posto da legenda em São Paulo, e a chegada de Erick Musso, ex-presidente da Assembleia Legislativa.

Respeito não é uma opção!

A primeira edição do Fórum de Debates sobre Enfrentamento da Violência Política de Gênero no Espírito Santo será realizada no próximo dia 27 (quinta-feira), no plenário do TRE-ES. Organizado pela Escola Judiciária Eleitoral do Tribunal, com parceiros como MPF, MPES, OAB-ES, ABMCJ, FDV, entre outros, o encontro é a primeira ação após a assinatura do protocolo de intenções para promoção de igualdade de gênero e combate à violência política contra mulheres, ocorrido em março.

Embarque por Vitória

A companhia canadense Sigma Lithium anunciou nesta segunda-feira (17) que alcançou todas as condições para iniciar a produção de lítio grau bateria em seu projeto. A primeira remessa, com volume estimado de 15 mil toneladas, está prevista para maio. Os embarques serão pelo Porto de Vitória.

Movimento nacional

Invasões do MST não aconteceram somente no Espírito Santo, nos últimos dias. Também foram registrados casos em Pernambuco, Minas Gerais, Ceará, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul.

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Na moita

Apostas já estão sendo feitas sobre quando um casamento político deverá ser finalizado.

Tá na rede

“Reunião com a oposição, antes da sessão no Congresso Nacional, que vai instalar a CPMI do dia 8. Rodrigo Pacheco não pode mais adiar, o Brasil quer saber a verdade!”

Magno Malta (PL), senador

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