Quando morre um filho, morre uma família. Essa não é uma máxima popular, mas uma verdade absoluta.
“Eu não aguentei seguir meu casamento”, disse Maria Angélica ao lembrar da perda de João Vicente, vítima de câncer e que se despediu do mundo apenas aos seis anos. “Não conseguíamos mais nos ver juntos. A morte dele matou um sentimento de marido e mulher”.
“Eu tenho minha mãe pela metade”, revelou Ana Julia Siqueira, filha de Bernadete Siqueira, que há dez anos enterrou o filho Marcio. Na época o rapaz tinha 22 anos, a contraiu uma doença ainda na infância. “Eu não cobro, mas sinto. Busquei a terapia para conseguir entender que não era a vontade dela essa dor que a matou um pouco. Meu pai fica tentando substituir ela em tantas coisas, mas não dá. Nos amamos, somos uma família linda, mas a nossa felicidade nunca mais foi a mesma”.
Esses relatos só confirmam o que o editorial afirmou em seu início. Mas em Conexões desta semana o convite e à reflexão sobre a busca da cura. Um trabalho que é do paciente, é dos familiares e das equipes de saúde. Médico encaminha, enfermeiros e técnicos auxiliam, atendente apenas sorri. Todos vivenciam dias, meses e até anos de tratamentos. Muitos já viram histórias se repetindo, e em cada uma delas, a mesma esperança de uma vitória no final.
O tratamento humanizado mostra que humano é que busca a cura e humano é quem trabalha por ela. Que o esforço é coletivo e que o acolhimento tem grande importância no tratamento. Em muitos momentos, quando não há remédio ou procedimentos a serem adotados, é ele que permite que todos sigam confiantes.










