Hotel Senac Ilha do Boi. Crédito: Divulgação.
Hotel Senac Ilha do Boi. Crédito: Divulgação.

O setor de hotelaria do Espírito Santo comemora os altos resultados do Réveillon de 2018. Para o mês de janeiro, a ocupação esperada na Região Metropolitana de Vitória está na faixa de 75 a 80%.

Esse número pode ser ainda maior, considerando que muitos fazem reservas em cima da hora. Dessa forma, os donos de hotéis esperam fechar o mês de janeiro com 85 a 90% de ocupação.

Na capital, as reservas começaram em setembro de 2018, após divulgação da programação de ano novo promovida pela prefeitura da capital.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH-ES), nas regiões turísticas do Espírito Santo, que incluem os litorais norte, sul e região metropolitana, a ocupação foi de 100%. Em Vitória, as reservas começaram em setembro de 2018, após divulgação da programação de ano novo promovida pela Prefeitura de Vitória.

O diretor comercial do Hotel Guarapousada, Gustavo Guimarães, explica a situação das reservas em Guarapari, que está entre as cidades capixabas mais procuradas em épocas de fim de ano, verão e férias.

“No município, esse ‘incremento’ nas reservas foi retardado, gerando uma expectativa nos hotéis, mas acabou sendo proveitosa por termos tido uma excelente ocupação”.

No litoral sul, o número fica bem próximo ao da região metropolitana. Normalmente, devido à previsão de volta às aulas no início de fevereiro. Mas segundo Guimarães, a expectativa é fechar o mês em torno de 85 a 90% de ocupação efetiva.

“Para a hotelaria da Grande Vitória é uma grande conquista, considerando que sempre esteve voltada ao turismo de eventos e turismo corporativo, quando a maior demanda ocorre nos dias de semana e fora das férias de verão e feriados”.

Guimarães explicou que a crise econômica enfrentada pelo país desde 2015, com o fechamento da Samarco, retenção de despesas pelas empresas, lama do acidente de Mariana (MG), surto de febre amarela e a crise na Polícia Militar no Espírito Santo, fez com que o setor hoteleiro precisasse se reinventar com foco no turismo de lazer, tendo esse resultado alcançando uma resposta das ações de vários hotéis individualmente e da própria ABIH-ES.

Ainda segundo Guimarães, a não homologação do Aeroporto de Vitória para voos internacionais impediu ações de promoção e recepção que estavam sendo planejadas para a região de Buenos Aires e cidades vizinhas da Argentina.

Por Heberton Silva

 

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