Transcol Greve

Os rodoviários da Grande Vitória decidiram encerrar a greve, que teve início no dia 26 de dezembro, após a determinação da Justiça do Trabalho, que definiu reajuste de 3% para a categoria.

Além disso, as empresas não poderão descontar os dias em que os trabalhadores estiveram parados. O dissídio coletivo foi julgado na tarde desta quarta-feira (10), em Vitória.

O índice de reajuste é linear, ou seja, vale também para o tíquete alimentação e plano de saúde.

Por unanimidade, os desembargadores decidiram pelo pagamento integral do período de greve. E a maioria acatou a decisão do Ministério Público de não haver reposição dos dias parados.

O presidente do TRT-ES, Mário Ribeiro Cantarino Neto, considerou razoável a decisão do Pleno e lembrou que ainda pode haver recurso por parte das empresas.

A sentença normativa proferida pelo Tribunal terá validade por um ano, contada a partir de 1º de novembro de 2017

Por volta das 16 horas, o presidente do Sindicato dos Rodoviários informou que as garagens foram liberadas, e que 100% da frota deve voltar a circular.

Pedidos

Dentre os pedidos dos rodoviários estava o reajuste de 5% nos salários, além de outros benefícios como tícket-alimentação e plano de saúde integral.

No entanto, o GVBus, sindicato que representava as empresas, sempre alegou não ter condições de arcar com o reajuste, e apresentou proposta de 1,83%. A categoria, no entanto, não concordou e decidiu dar início à greve, inicialmente prevista para o dia 12 de dezembro. No entanto, após negociações com o Governo, que temia o comprometimento das vendas de Natal no comércio capixaba e, consequente, queda nas receitas, o Sindirodoviários anunciou o início da greve para o dia 26 de dezembro.

Abusividade

O GVbus chegou a entrar com o pedido no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) alegando descumprimento por parte do Sindirodoviários de determinações da Justiça, como tentativa de barrar a saída do quantitativo legal da frota (70% dos ônibus em circulação nos horários de pico e 50% nos demais horários); e bloqueio para impedir a saída e operação de trabalhadores que não aderiram ao movimento. No entanto o pedido foi indeferido pelo TRT.

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