Luiz Carlos Um homem de 28 anos foi preso na manhã desta sexta-feira (12), no Bairro da Penha, em Vitória, acusado de roubar carros na capital e outros municípios. Claudstony Pereira Ramos (blusa do Flamengo), o fanho, abordava as vítimas em via públicas, lava-jatos e estacionamento de supermercados. Os carros eram encomendados e vendidos entre R$ 300 e R$ 600, mas a polícia investiga outra destinação para os veículos.

Segundo o chefe da Delegacia de Investigações Especiais (DIE), João Calmon, a polícia chegou ao acusado após prender um outro jovem em flagrante, em 18 de abril, na Serra. Luiz Carlos Nestor de Oliveira (camiseta azul), 22, conhecido como LC ou Carlinhos, era procurado por roubar um Kia Cerato no bairro Bento Ferreira, no dia 13 de março. Outra vítima foi uma estagiária da própria DIE, que teve o celular roubado no bairro Fradinhos.

Claudstony“Chegamos ao Luiz Carlos Nestor e a pessoa do Claudstony. Ele era individuo foragido do sistema. Foi condenado a 18 anos, estava no semi-aberto e não voltou para a prisão. Hoje fomos em equipe ao bairro da Penha e logramos êxito em prende-lo”.

De acordo com o delegado, o acusado confessou nove roubos cometidos entre fevereiro e maio de 2017: um HB20 Hatch cor branca no bairro Jardim Camburi, próximo aos Shopping Norte Sul; um Peugeot, próximo ao Clube Saldanha da Gama; um Astra Sedan cor preta na Ilha do Frade; dois Onix cor prata (um na Av. Leitão da Silva, próximo a loja Eletromil, e outro na Serra); um Outlander Mitsubishi próximo ao Carone; um Polo Sedan cor preta  em Jardim América, Cariacica; um Ecosport cor preta em Bairro República, próximo ao bar do Rei Momo e uma moto Yamaha (no mesmo dia).

Para a polícia, Luiz Carlos Nestor disse que roubou o carro com Cladustony. Mas segundo o delegado, ele estava com o irmão e para livra-lo, pode ter acusado Claudstony. Outras três pessoas ainda são procuradas. “Eles chegam no fator surpresa, geralmente em dois ou três. Escolhem as vítimas distraídas, geralmente mulher ou uma pessoa sozinha. Abordam a vítima as vezes armados ou com simulacro (arma falsa), que não tem como reagir. Pegam a chave do carro e vendem entre R$ 300 e R$ 600, dependendo do modelo”.

O delegado pede que se alguém reconheça a foto do acusado, procure a Delegacia de Furtos e Roubos, na Av. Marechal Mascarenhas de Moraes, em Vitória. “É importante a divulgação da imagem dele, que é bem característica, porque podem surgir outras vítimas”.

Na delegacia, Claudstony Pereira voltou a confessar o roubo de nove veículos. Mas disse que agiu por necessidade e para sustentar a família. Se disse arrependido e disposto a mudar de vida. “As coisas em casa estavam difíceis e eu decidi roubar. Eu chegava em casa e só tinha arroz e feijão. Não conseguia emprego porque era foragido. Meu filho é pequeno, precisava de mim”.

O acusado foi encaminhado para o Centro de Triagem de Viana.

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