O Espírito Santo tem apenas 10 vagas por semana para quem para quer obter a cidadania italiana. Esse total ainda se divide com o Rio de Janeiro. O agendamento é feito pela internet e, com a quantidade limitada, as vagas acabam rápido. Isso num Estado em que entre 50% e 65% da população tem ascendência italiana, segundo estimativa da ONG Casa D’Itália.

Um projeto de lei proposto pelo senador italiano eleito na Suíça, Cláudio Micheloni (PD), queria restringir a obtenção do documento somente a filhos e netos de pais e avós italianos. Atualmente não existe essa limitação, se comprovado o chamado jus sanguinis (direito de sangue). Alegando polêmica, ele recuou da proposta.

Esse foi uma das questões trazidas pelo deputado eleito pela América do Sul ao parlamento italiano, Ricardo Merlo, em um encontro na tarde desta quarta-feira (6) com a comunidade italiana capixaba. “É uma coisa de louco! Nós somos totalmente contra limitar a cidadania. Todos devem ter direito”.

O deputado disse também que não há nenhuma definição sobre a construção de um consulado no ES. Disse que com o governo do PD não há fundos para italianos para que isso aconteça. “Temos essa necessidade. É incrível que uma pessoa tenha que demandar o Rio de Janeiro para fazer um passaporte ou prática de cidadania. Coisa de loucos”.

Atualmente mais de 30 mil pessoas tem a cidadania italiana no ES. Outras 2 milhões tem alguma ascendência com o país europeu, mas nem todas tem direito devido a lei italiana. “Nesse encontro temos alguns exponentes da Itália aqui no Espírito Santo para explicar essas coisas e dizer como se deve fazer para terminar com a fila dos consulados”, disse Ricardo Merlo.

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