Terminal4A reforma do Terminal de Itaparica ainda não possui data para ser iniciada Nesta quarta-feira (25) uma visita técnica foi feita no local para que seja feito um laudo que subsidiará a decisão quanto às medidas que serão tomadas em relação à interdição, que segue sem prazo para terminar.

Estiveram presentes nessa visita, o presidente da Comissão de Infraestrutura da Assembleia Legislativa, Marcelo Santos, a presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA-ES), Lucia Vilarinho e o coordenador do grupo de trabalho (GT) de infraestrutura do órgão, Jayme Veiga, O presidente da Companhia Estadual De Transportes Coletivos de Passageiros (Ceturb), Alex mariano e o secretario de estado dos transportes e obras públicas (Setop) Paulo Ruy Carnelli.

O terminal está interditado desde o último sábado (21), devido ao comprometimento de sua estrutura. Segundo laudo encomendado pela Ceturb, há falhas no projeto e na execução da obra, levando ao risco de desabamento. As linhas que saiam do Terminal de Itaparica foram transferidas para os Terminais de Vila Velha e do Ibes. Normalmente, cerca de 50 mil pessoas passavam pelo terminal nos dias úteis da semana.

A Assembleia Legislativa possui um convênio de cooperação técnica com o CREA-ES e por meio dessa parceria foi solicitado um apoio técnico para que os projetos usados para execução da obra do terminal sejam analisados criticamente e apontados os erros que precisam ser reparados. “Nós já iniciamos um dialogo com o secretário da Setop, no sentido do CREA ajudar com aparato técnico, por meio do nosso grupo de trabalho e corpo técnico que pode prestar esse apoio” relatou a Presidente do CREA-ES, Lucia Vilarinho.

“Então viemos hoje em uma primeira analise para reconhecer o local, agora nós vamos solicitar projetos que originaram a construção dessa edificação, os laudos existentes e tudo que foi escrito até hoje pelos órgãos que trabalharam aqui, que fiscalizaram, para que a gente possa formar uma opinião e ajudar o estado com o nosso aparato técnico” complementou Jayme Veiga, coordenador do GT de infraestrutura do CREA-ES.

Ele ressalta que estruturas desse tipo devem ser vistoriadas de forma periódica entre três e cinco anos, para que problemas estruturais sejam evitados ou identificados previamente “Eu creio que a vistoria pode ser feita a cada três ou cinco anos, se você cuidou de toda a obra, com especificação, com projeto, com detalhamento, tendo a estrutura com plano de manutenção, com inspeções periódicas, com manutenção preventiva, para evitar a corretiva que é mais cara, eu acho que de cinco em cinco anos está de bom tamanho para manter a estrutura integra e preservar a vida de todos, porque aqui estamos com um problema de 50 mil pessoas”.

O deputado Marcelo Santos destaca que as medidas cabíveis para que essas vistorias sejam feitas com mais frequência já estão sendo tomadas “Estaremos encaminhando agora uma nota recomendatória legislativa, solicitando que seja feita a vistoria em todos os terminais da região metropolitana da grande vitória, para que possamos garantir segurança aos usuários, como aqui que passam 50 mil usuários do Sistema Transcol por dia”.

O presidente da Ceturb, Alex Mariano, cita os próximos passos que serão dados pelos órgãos responsáveis pelo terminal rodoviário “Nós, junto com o IOPES E A SETOP, vamos montar um plano de ação para saber quais serão as próximas fases que iremos seguir, se vai ser a remontagem, inclusive já estamos com três orçamentos em andamento, para posteriormente ver se com a desmontagem conseguimos voltar com a operação pra cá (Itaparica), mas isso tudo será analisado pelos engenheiros para verificar as possibilidades”.

Por Lizandra Amario

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