Foto: Peter Falcão/ Pauta Livre
Foto: Peter Falcão/ Pauta Livre

Durante anos, sobretudo entre meados da década de noventa e dos anos 2000, Eduardo Jamelão inspirou gerações no Espírito Santo. E não era para menos. Este carioca, antes de residir no Estado, já havia construído cartel de fantásticos títulos no jiu-jítsu, que não pararam de florescer também por aqui. Jamelão foi um dos mais importantes introdutores da “Arte Suave” em terras capixabas.

Eduardo Jamelão  no jiu-jítsu, somente para citar alguns títulos, foi campeão mundial competindo pela CBJJO (Confederação Brasileira de Jiu-jítsu Olímpico), vice-campeão mundial pela CBJJ (Confederação Brasileira de Jíu Jítsu), campeão pan-americano e sete vezes campeão brasileiro, além de ter sido campeão carioca e capixaba.

Carioca radicado, há pelo menos 15 anos, no Espírito Santo, em tatames locais,  desfilou técnicas refinadas do jiu-jítsu com garra singular e carisma, muito carisma. E, com talento, transitou pelo wrestling e também pelo MMA (Artes Marciais Mistas).

Jamelão fez o ginásio do  Álvares Cabral tremer, no começo dos anos 2000, com a memorável luta com o Rafael Carioca, quando venceu mostrando sua grande habilidade no solo e também na “trocação”. Mais de oito mil pessoas compraram ingressos para ver de perto um dos combates mais esperados do país, principalmente devido à grande rivalidade entre os dois fomentada no Rio de Janeiro.

Outra grande luta de MMA de Eduardo Jamelão aconteceu em Campos (RJ), quando derrotou o russo Andrey Koreshkov por decisão dos juízes no São João da Barra Fight. Mas em função das poucas oportunidades de competir profissionalmente, Jamelão passou a viver momentos duros abraçado com a depressão. “Foi uma fase complicada. Difícil. Sofri muito”, comentou.

Com apoio dos amigos, dos alunos, com fé em Deus e praticando jiu jítsu, sua grande paixão, Jamelão voltou a treinar forte e está de volta às competições. “Participei de dois campeonatos: um em agosto, o Open Vitória da Confederação Brasileira de Jiu Jítsu e outro em setembro, a Copa Pepê Classic e nos dois campeonatos fui campeão em duas categorias, peso médio e absoluto”, revelou.

Foto: Peter Falcão/ Pauta Livre
Foto: Peter Falcão/ Pauta Livre

“Estou muito feliz e realizado com esta minha volta”, acrescentou o atleta de 44 anos. Jamelão visa agora o topo do ranking. E vai defender outro país. “Tenho convite para lutar pelo Catar no Campeonato Europeu, que será realizado em Lisboa, Portugal. Estou estudando com a minha equipe, mas é oportunidade de ouro de dar a volta por cima e mostrar que posso chegar ao auge novamente”, disse.

Jamelão consta entre os organizadores (e será homenageado) com a Copa Mestre Jamelão, que será realizada no Ginásio do Tancredão domingo que vem (dia 15). “É um grande sonho que vou realizar, reunir grandes atletas, alunos,  amigos e as pessoas que admiram o meu trabalho. Este campeonato será o primeiro de muitos, se Deus quiser” acrescentou.

Recuperado da depressão, Jamelão comemora. E com muito bom humor. “Estou voando baixo”, brincou. E nem cogita deixar o Espírito Santo. “Foi uma paixão à primeira vista. Amo este Estado. Fui muito bem recebido, fiz grandes amigos. Hoje faço parte da família capixaba do jiu-jítsu”, afirmou.

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