IMG-20171120-WA0031Uma associação que fornecia drogas vindas da Colômbia para ser revendida no Espírito Santo e em toda a região Sudeste foi desarticulada pela Polícia Civil. No esquema estão envolvidos empresários e estudantes. A rota de entrada utilizada era o município de Manaus, no Norte do Brasil, e chegava ao Estado de avião. Três pessoas foram presas e uma está foragida.

Segundo a polícia, o designer gráfico David Adam da Silva Galdino, 27, foi preso na porta de uma faculdade, em Vila Velha, no dia 28 de agosto com mais de 5kg de drogas, 490 comprimidos de ecstasy e uma arma de fogo. Ele tinha uma ampla rede de contatos com estudantes universitários e em festas.

Bruno Garcia Campos, 21, é suspeito de ter emprestado R$ 10 mil para que David Galdino comprasse a droga em Manaus no mês de agosto. Ele se entregou a polícia no dia 17 de novembro e também será investigado por lavagem de dinheiro.

O empresário de Emílio Gabriel Peixoto de Oliveira, 27, o “Emílio La Play”, foi preso em Guarapari no dia 16 de novembro. Ele é apontado como organizador de festas eletrônicas, para onde fornecia drogas sintéticas. Com ele foi encontrado um comprido de ecstasy.

IMG-20171120-WA0037Já um empresário de Manaus, que não será identificado porque a investigação ainda está em curso, é apontado como o fornecedor que tinha contato. Ele tinha uma agência de turismo e mantinha contato direto com companhias aéreas, o que facilitava a entrada dos entorpecentes, e pode ser um dos maiores fornecedores de drogas do ES. A polícia vai apurar para ver se havia conivência ou não por parte das empresas aéreas.

“A Deten começou um trabalho para investigar fornecimento de drogas para estudantes universitários e teve êxito na prisão de um distribuidor, próximo a uma universidade em Vila Velha. Depois dessa prisão conseguimos desmembrar a ramificação que dava suporte a atuação deles. Conseguimos identificar um fornecedor de drogas sintéticas, que atuava no município de Guarapari. E também um fornecedor de Skank colombiano, que atuava em Manaus”, disse o delegado Augusto Giorno.

Segundo o delegado, o Skank colombiano é uma droga pouco conhecida no ES. O kilo pode chegar a custar R$ 15 mil. A associação tinha uma margem de lucro grande e dessa forma, bancava uma vida de luxo, com casas e carros de alto padrão, entre eles um veículo BMW. “A gente acredita que houve um enriquecimento por parte desses empresários e vamos investigar a evolução patrimonial deles”.

Os envolvidos vão responder por tráfico de drogas e associação ao tráfico.

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