Um estudo inédito realizado por pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) revelou que a pobreza pode impactar o desenvolvimento motor de bebês já a partir dos seis meses de idade. A pesquisa acompanhou crianças entre três e oito meses e identificou atrasos motores e menor diversidade de movimentos entre aquelas em situação de vulnerabilidade socioeconômica.
Em entrevista à Rádio ES Hoje, a pediatra neonatologista Sandra Albano Scherer explicou que fatores como alimentação inadequada, falta de estímulos e condições precárias de moradia influenciam diretamente o desenvolvimento infantil, especialmente nos primeiros meses de vida.

Apesar do cenário preocupante, a especialista destacou que intervenções simples, realizadas ainda na primeira infância, podem reverter atrasos motores. “Se você intervém precocemente, já muda totalmente o desenvolvimento do bebê”, ressaltou.
Para estimular o desenvolvimento motor infantil, o acompanhamento regular com o pediatra é fundamental, já que o profissional pode identificar possíveis atrasos e orientar a família sobre práticas adequadas. Segundo Sandra, “o principal é colocar o bebê de barriguinha para baixo, em uma superfície firme”, além de conversar, cantar e utilizar brinquedos simples para favorecer a estimulação motora.
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