A mpox, conhecida até poucos anos atrás como monkeypox, voltou ao noticiário internacional e brasileira após sete casos serem confirmados no Brasil. No Espírito Santo, no entanto, o cenário atual é de estabilidade e vigilância ativa.
Desde fevereiro de 2025, nenhum caso foi registrado no Estado. Ano passado um foi confirmado em Colatina. Ainda assim, os números acumulados mostram a dimensão do impacto anterior: entre maio de 2022 e o último registro confirmado, foram 1.561 notificações no Espírito Santo. Os dados reforçam que, mesmo fora dos holofotes, a doença segue sendo monitorada pelas autoridades de saúde.
O alerta nacional voltou após a confirmação de dois infectados na Bahia, quatro em Rondônia e um no Rio Grande do Sul. Segundo autoridades gaúchas, a infecção ocorreu por contato direto com uma pessoa infectada fora do Estado, padrão já conhecido de transmissão da doença, que se dá principalmente pelo contato próximo com lesões ou fluidos corporais.
Contexto internacional mantém alerta ativo
O cenário mundial ajuda a explicar por que a mpox volta ao debate público. Dados atualizados do Centers for Disease Control and Prevention (CDC) indicam que o vírus continua circulando em diferentes regiões do mundo, com presença dos dois principais grupos — os chamados clados I e II — além de casos relacionados a viagens internacionais e transmissões locais.
A doença é causada pelo Monkeypox virus (MPXV), pertencente à família dos ortopoxvírus — a mesma da varíola — e é classificada como infecção zoonótica pela Organização Mundial da Saúde (OMS).









