O uso de aplicativos de inteligência artificial (IA) por jovens como forma de apoio emocional tem crescido de maneira acelerada. Chats e assistentes virtuais têm sido usados para desabafos, orientações sobre sentimentos e até como substitutos de conversas humanas, o que pode trazer impactos negativos ao desenvolvimento emocional e social.
Segundo a especialista em avaliação psicológica, Fabiana Loreto, o principal risco está na falsa sensação de acolhimento promovida pelas plataformas digitais. Apesar de respostas bem elaboradas e aparentemente empáticas, a inteligência artificial não consegue acessar a complexidade subjetiva do ser humano nem promover crescimento emocional real. “O texto pode ser bonito, mas ele não tem a profundidade e a complexidade que são fundamentais para o ser humano”, alerta.
Entre os sinais de alerta estão o uso compulsivo das tecnologias, prejuízos no sono, dificuldades emocionais, isolamento social e a substituição do esforço cognitivo, quando o jovem passa a delegar reflexões pessoais às ferramentas digitais. Para Fabiana, o contato humano continua sendo insubstituível no cuidado com a saúde mental. “A máquina pode até responder, mas ela não escuta, não dialoga e não ensina emocionalmente como uma relação humana real”.
A tecnologia pode ser uma aliada, mas não deve substituir vínculos afetivos, diálogo familiar e acompanhamento profissional, especialmente quando se trata do bem-estar emocional de crianças e adolescentes.
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