O Dia Mundial do Câncer de Ovário, celebrado no dia 8 de maio, visa a conscientizar as mulheres para os fatores de risco e sintomas da doença. Mas o alerta não é só para o oitavo dia e, sim para o mês inteiro, o que configura maio como o Mês Mundial de Combate ao Câncer de Ovário. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), este é o segundo tipo de câncer ginecológico mais frequente e o sétimo mais comum em mulheres. Só neste ano, são previstos cerca de 6.650 novos casos no Brasil, sendo 100 destes para o Espírito Santo.
Segundo a oncologista Carolina Conopca, por ser um câncer silencioso, é preciso se atentar. “Ainda que a maior parte dos casos de câncer de ovário surjam após os 50 anos, é possível notar um aumento na incidência deste tipo de tumor em mulheres mais jovens. Por isso, é importante realizar exames periodicamente e, dessa forma, garantir a descoberta em fase inicial do tumor, o que aumenta em 80% as chances de cura”, enfatiza a especialista.
Fatores de risco e sintomas do câncer de ovário
Obesidade, consumo excessivo de bebidas alcoólicas, reposição hormonal e mulheres que realizam tratamento para fertilidade são parte dos fatores de risco para câncer de ovário. “Como os casos de câncer de ovário com histórico familiar representam cerca de 10% do total, é preciso ter cuidado. Além disso, mulheres que tiveram câncer de mama devem dar mais atenção à saúde, já que pode existir uma associação genética entre este e o câncer de ovário”, alerta.
Dentre os principais sintomas da doença, estão: mal-estar e dificuldade de se alimentar, desconforto no abdômen, aumento do volume abdominal e perda de peso. No entanto, esses sinais costumam aparecer em estágios mais avançados da doença, o que reforça a importância da conscientização e realização de exames regularmente.









