
Especialistas em todo o mundo correm contra o tempo para encontrar tratamentos que sejam eficientes e adequados para conter o novo coronavírus (Covid-19).
No entanto, segundo a infectologista do Hospital Universitário Cassiano Antonio Moraes (HUCAM), Rubia Miossi, é muito variável os tipo de pesquisas que se pode encontrar pela internet, porém, estudos são sigilosos e não se sabe de fato o que está acontecendo.
“Antes que esse ou aquele estudo esteja finalizado não se pode dizer que essa e aquela medicação são boas para uso, e que vão ter resultado positivo. É muito variável, como os tipos de pesquisas em si, já que existem várias diferentes e muitas que a gente não sabe que estão ocorrendo, porque pesquisas são sigilosas. Normalmente quando a gente divulga um trabalho, a gente divulga perto do resultado. As pessoas se apegam a essa parte e acham que isso é suficiente”, contou.
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Entre os medicamentos que entraram na lista dos remédios cotados como a possível cura da Covid-19, estão: cloroquina ou hidroxicloroquina (usadas originalmente para tratar malária) e o ivermectina (medicamento usado contra piolhos, lombriga, sarna e elefantíase). Mesmo assim, vale ressaltar que a doença ainda não tem tratamento.
A infectologista volta a ressaltar que existem vários estudos em desenvolvimento com várias medicações, mas nada concreto. Além disso, Rubia orienta que para fazer uso de qualquer medicação é recomendado que passe por avaliação médica. “Toda medicação, independente de qual seja, tem também eventos adversos, passível de dar alergias e eventos adversos graves. É uma substância que você põe no seu organismo para causar alguma coisa, mas pode causar mal”, disse.
Além de ser prejudicial, a automedicação pode gerar conseqüências mais graves do que se imagina. Algumas medicações podem mascarar casos clínicos e infecções bacterianas graves, que de acordo com Rubia, pode causar sintomas de doenças e problemas no estômago ou rim.









