O PSB, do ex-governador Renato Casagrande, encerrou a janela partidária fortalecido, evitando ficar restrito apenas à movimentação de sua principal liderança rumo ao Senado.
Atualmente, a legenda conta com um deputado federal, Paulo Foletto, e três estaduais: Dary Pagung, Janete de Sá e Tyago Hoffmann. A meta é manter essa representação, mas há otimismo quanto à possibilidade de ampliar, com mais consistência, os espaços nessas casas.
Casagrande é visto como favorito à primeira cadeira do Senado, o que abre uma disputa intensa pela segunda vaga. Na Câmara dos Deputados, Foletto não deve disputar a reeleição por questões de saúde, mas houve reorganizações internas.
O partido incorporou o deputado federal Dr. Victor Linhalis, após as idas e vindas do prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo, com o grupo governista. Além disso, aposta em nomes como Tyago Hoffmann, Emanuela Pedroso, Felipe Rigoni, Vitor de Ângelo, Rafael Pacheco, Freitas, entre outros. Nos bastidores, a projeção aponta para pelo menos duas cadeiras na Câmara, embora haja quem vislumbre até três.
Já na Assembleia Legislativa, considerando os atuais parlamentares e outras lideranças que devem disputar o pleito, como Bruno Lamas, Jacqueline Moraes e Victor Coelho, a intenção é manter as três cadeiras conquistadas na atual legislatura ou, eventualmente, ampliar esse número.
Uma crítica recorrente ao PSB diz respeito à forte centralização em Casagrande, sem o desenvolvimento claro de novas lideranças para sucedê-lo. Caso seja eleito para o Senado, o ex-governador pode caminhar para seu último mandato eletivo antes de se afastar da política, ao menos no campo das eleições.
O pleito deste ano, portanto, funciona como um termômetro para o partido medir o legado de Casagrande, avaliar sua capacidade de formar sucessores e consolidar sua posição em um cenário de transição.
As expectativas são elevadas e os cenários, de fato, animadores. Mas a palavra final é do eleitor num cenário tão congestionado de pré-candidatos, como esta coluna refletiu no ano passado. Resta saber se o otimismo será confirmado ou se haverá mudança de rota.
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DNA Ferracista I
A escolha de Paulo Marcos Lemos, servidor de carreira da Assembleia Legislativa, para a Secretaria de Estado de Esportes vai além da afinidade com a área. Ele carrega um claro DNA ferracista, tendo atuado como coordenador de gabinete do então deputado estadual Theodorico Ferraço (Progressistas), hoje prefeito de Cachoeiro de Itapemirim.
DNA Ferracista II
Atualmente subsecretário-geral da Mesa, Lemos também mantém forte prestígio com o presidente da Assembleia, Marcelo Santos (União Brasil), sendo considerado um dos principais nomes de confiança do secretário-geral, Carlos Eduardo Casa Grande.
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Oficial I
O deputado estadual Sergio Meneguelli oficializou, na Assembleia, sua saída do Republicanos para o PSD.
Oficial II
Na nova sigla, há garantia de espaço para uma eventual disputa ao Senado. Ainda assim, o grupo conta com outros nomes cotados, como o ex-governador Paulo Hartung (PSD) o deputado federal Evair de Melo (Republicanos).
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Jingle I
O deputado estadual Callegari (DC) demonstrou entusiasmo com o colega Marcos Madureira (Podemos). Chegou a sugerir, em tom descontraído, a música “Meu Lugar”, de Arlindo Cruz, destacando o verso “Madureira, la-la-iá”.
Jingle II
A boa intenção é válida, mas Madureira já vem, há algum tempo, incorporando o samba em suas movimentações políticas.
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De feira em feira I
O ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos) tem sido visto com frequência nas principais feiras livres da Grande Vitória.
De feira em feira II
A estratégia não é nova. Ele já adotava essa prática como deputado estadual e também durante sua gestão à frente da Prefeitura. Resta saber se a iniciativa se traduz em votos.
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Polivalente
Tudo indica que a prefeita da Capital, Cris Samorini (Progressistas), manterá Luciano Forrechi em polivalência na administração municipal. Ele segue acumulando as secretarias de Governo e de Cidadania.
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Diálogo

Presidente da federação União Progressista, o deputado federal Da Vitória se reuniu com o senador Magno Malta, liderança maior do PL no Espírito Santo.
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Na moita
Dizem que há político surpreso com tanta confusão ao seu redor. Risos.
Tá na rede
“O Espírito Santo precisa de alguém mais firme no Senado”
Evair de Melo (Republicanos), deputado federal










