28 de fevereiro de 2026
sábado, 28 de fevereiro de 2026

Semana no Poder: Tabuleiro de territórios e batalha sem declaração de guerra no Espírito Santo

Uma semana com diversos movimentos dos grupos que rivalizam pela busca do Palácio Anchieta.

Quais serão os próximos passos? Acompanhe as principais análise e fatos da semana.

Antes de tudo… I

Os deputados federais Amaro Neto e Messias Donato deram adeus nesta semana ao Republicanos. O primeiro já se filiou ao Progressistas. O segundo pende entre o Progressistas e o Podemos.

Antes de tudo… II

A Federação União Progressista, formada pelos partidos União Brasil e Progressistas, avançou para estar ao lado do vice-governador Ricardo Ferraço (MDB) na campanha pelo Palácio Anchieta. Casamento que só precisa ter papel assinado, dizem.

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Tabuleiro I

Há um jogo de tabuleiro bastante conhecido do público brasileiro chamado War, da Grow. Nele, combinando estratégia e sorte, o participante precisa conquistar territórios e cumprir missões específicas para alcançar a vitória.

Tabuleiro II

No Espírito Santo, o cenário político atual guarda semelhanças com essa dinâmica. De um lado, está o grupo liderado pelo governador Renato Casagrande (PSB) e pelo vice-governador Ricardo Ferraço (MDB). De outro, articula-se o campo formado pelos prefeitos Lorenzo Pazolini (Republicanos), em Vitória, e Arnaldinho Borgo (PSDB), em Vila Velha, além de outros aliados.

Tabuleiro III

As movimentações mais recentes indicam uma estratégia clara de ampliação de bases e conquista de novos eleitorados. Enquanto o grupo que hoje ocupa o Palácio Anchieta trabalha para preservar apoios e fortalecer alianças, o bloco adversário busca romper limites, expandir influência e desafiar o arranjo político construído por Casagrande e Ferraço.

Tabuleiro IV

Nos últimos anos, Vitória, sob a gestão de Pazolini, consolidou-se como polo de oposição ao governo estadual. Esse contraponto não se restringe ao período atual: também foi perceptível durante o terceiro mandato do ex-governador Paulo Hartung (PSD). O governo consegue ter influência nas cidades, mas não há unanimidade.

Tabuleiro V

Conquistar e manter territórios — leia-se municípios e suas lideranças — é elemento central para quem almeja comandar o Palácio Anchieta. Em 2022, embora Casagrande tenha reunido amplo apoio de prefeitos, a vitória sobre Carlos Manato (PL) exigiu esforço significativo, especialmente em um contexto marcado pela polarização.

Tabuleiro VI

Esse ambiente polarizado persiste, sobretudo no plano federal, entre lulismo e bolsonarismo. No âmbito estadual, contudo, observa-se um cenário de questionamentos e reacomodações, com o afastamento de antigos aliados e a abertura de novas frentes na disputa pela sucessão.

Tabuleiro VII

As pesquisas de intenção de voto sinalizam que o pleito tende a ser altamente competitivo, possivelmente em nível inédito na história recente capixaba.

Tabuleiro VIII

Ter, em tese, um município administrado por aliado não garante resultado nas urnas. Mudanças de humor do eleitorado e reviravoltas são sempre possíveis. Por isso, as investidas políticas sobre diferentes redutos devem se intensificar nos próximos meses.

Tabuleiro IX

Cada liderança conta. Cada apoio soma. Forma-se um verdadeiro exército em um tabuleiro cada vez mais disputado. Como no jogo que inspira a metáfora, apenas um sairá vencedor — e os efeitos do desfecho serão sentidos tanto pelo grupo que triunfar quanto por aquele que ficar pelo caminho.

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Batalha sem declaração I

Os principais grupos que disputam espaço nas candidaturas majoritárias e proporcionais no Espírito Santo travam uma batalha “silenciosa”, ainda sem declaração formal de guerra. O embate ocorre, sobretudo, no abalo das estruturas adversárias.

Batalha sem declaração II

Hoje, desenham-se dois polos centrais, sem desconsiderar outros flancos. De um lado, o grupo liderado pelo governador Renato Casagrande (PSB), que já escolheu o vice-governador Ricardo Ferraço (MDB) como seu candidato natural à sucessão. De outro, o bloco que passou a reunir o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), e o prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (PSDB).

Batalha sem declaração III

O primeiro impacto estrutural partiu justamente de Vila Velha. Arnaldinho recusou apoiar Ricardo e decidiu trilhar outro caminho. Embora ainda se declare aliado de Casagrande, seus movimentos indicam direção distinta. A guinada ficou evidente com a filiação do vice-prefeito canela-verde, Cael Linhalis, ao PSDB — ele era filiado histórico do PSB e amigo de longa data do governador. O gesto foi interpretado como simbólico e estratégico.

Batalha sem declaração IV

No campo oposto ao grupo que ocupa o Palácio Anchieta, outro movimento relevante foi a consolidação do PSD ao lado de Pazolini e Arnaldinho. Era um desfecho esperado, especialmente pela presença do ex-governador Paulo Hartung na legenda, que não demonstra grande afinidade com a dobradinha Casagrande/Ricardo.

Batalha sem declaração V

As respostas, contudo, começaram a surgir. Sem troca de ofensas públicas, houve o que muitos classificam como “desmonte” do Republicanos, com a saída dos dois deputados federais com mandato: Amaro Neto e Messias Donato. Trata-se de um movimento com peso político, sobretudo porque o tamanho da bancada na Câmara dos Deputados é determinante para a distribuição de recursos e tempo de propaganda.

Batalha sem declaração VI

Se Pazolini confirmar candidatura ao governo, precisará de uma chapa robusta à Câmara Federal para sustentar o projeto. A eventual saída de dois parlamentares fragiliza a estratégia e impõe desafio ao presidente estadual da legenda, Erick Musso — apontado, inclusive, como possível postulante a uma vaga em Brasília. Fala-se na possibilidade de chegada do deputado federal Evair de Melo (Progressistas). A dúvida é: em que condições? E haveria espaço para acomodar compromissos já sinalizados?

Batalha sem declaração VII

É certo que, em algum momento, a guerra será declarada, com acusações explícitas e nomes no centro do debate. Mas todos aguardam o timing adequado. Em disputa tão equilibrada, um passo mal calculado pode custar caro. E há muito em jogo no Espírito Santo.

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Semana no Poder: Tabuleiro de territórios e batalha sem declaração de guerra no Espírito SantoFoto da semana

O prefeito de Cariacica, Euclério Sampaio (MDB), e o deputado federal Messias Donato (Republicanos) tiveram alguns encontros ao longo da semana. Pauta principal: novo partido para Messias.

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