Mais uma vez, os prefeitos despontam como lideranças decisivas e serão intensamente disputados como cabos eleitorais na complexa corrida ao Palácio Anchieta que começa a se desenhar.
Em 2022, dos 78 chefes do Executivo municipal, 73 endossaram a reeleição de Renato Casagrande (PSB). No cálculo do grupo do socialista, que hoje trabalha para fazer do vice-governador Ricardo Ferraço (MDB) o sucessor, o cenário tende a se repetir em patamar semelhante.
No mercado político, a presença dos prefeitos é vista como crucial para manter Ricardo competitivo. A lembrança recente reforça esse peso: mesmo com amplo apoio municipal, Casagrande enfrentou dificuldades contra Carlos Manato (PL), em um contexto de forte polarização.
No tabuleiro atual, a aproximação entre Pazolini e o prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (PSDB), não foi bem digerida entre os chefes dos municípios. Entre eles, ficou a impressão de “ingratidão”, rótulo que circulou em conversas reservadas no Palácio Anchieta.
A princípio, se não houver mudanças bruscas e as condições se mantiverem como estão, a maioria dos prefeitos deve trabalhar pela eleição de Ricardo. O motivo central é a continuidade defendida por Casagrande e o estilo de gestão já conhecido, como resumiu, mais uma vez, o socialista em recente entrevista ao Poder360: “é não perder tempo”.
Ainda assim, a dependência de grande parte das prefeituras em relação aos repasses dos governos estadual e federal impõe cautela. Por isso, haverá atenção especial ao desempenho de adversários, sobretudo Pazolini.
Sendo assim, em reservado, alguns líderes admitem que farão campanha para o emedebista, mas sem ataques contundentes ou ofensas ao rival republicano. A justificativa é simples: “não se sabe o dia de amanhã”.
A boa notícia para Ricardo e seu entorno é que a Associação dos Municípios do Espírito Santo (Amunes) é presidida por Lubiana Barrigueira (PSB), aliado de Casagrande, o que pode facilitar a articulação de um apoio conjunto. Ainda assim, ninguém aposta em adesão irrestrita. Como até na fé, persistem as dúvidas.
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“Cabos eleitorais”
Políticos estão de olho na capacidade de servidores eleitos para os conselhos administrativo e fiscal do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado (IPAJM). Não é de se descartar uma quantidade de 300 a 400 votos.
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Peregrinação no Norte I
Buscando fortalecer sua presença no Norte, o vice-governador do Estado, Ricardo Ferraço (MDB), esteve em Linhares, nessa segunda (9), para inauguração de Escola Municipal de Tempo Integral.
Peregrinação no Norte II
O prefeito linharense, Lucas Scaramussa (Podemos), acompanhou a agenda. Ele já deixou claro que será cabo eleitoral de Ricardo.
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Peregrinação no Planalto Central
Ricardo terá ainda nesta semana agendas em Brasília. Deverá conversar com a executiva nacional do MDB e participar de sessão solene em homenagem ao setor de rochas.
Imagine
O vereador de Colatina John Lennon (Progressistas) é aposta da federação União Progressista, que tem ainda o União Brasil, para disputa de vaga na Assembleia. Intenção é que ele seja o candidato que busque a cadeira que o município tradicionalmente consegue na Casa de Leis.
Definido
Como publicado por ES Hoje, o vereador de Vila Velha Renzo Mendes (Progressistas) vai compor a chapa à Câmara dos Deputados da federação. Decisão foi tomada junto com o deputado federal Da Vitória (Progressistas).
Peregrinação
Gabinete do prefeito de Cariacica, Euclério Sampaio (MDB), segue com intenso movimento de agendas. Seja com representantes do município, seja com visitantes de outras cidades.
Pressão
Militares têm feito protestos na Assembleia Legislativa. Objetivo é garantir que a reforma administrativa e a equiparação salarial com a Polícia Civil possa abranger também mais patentes na Polícia Militar e no Corpo de Bombeiros.
De olho
Não por acaso, o presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Santos (União Brasil), se reuniu com grupos de militares para debater o tema, ainda nessa segunda-feira (9).
Fio desencapado
Apesar de, em oito anos (praticamente), a gestão de Renato Casagrande (PSB) ter feito diversos afagos aos militares, não há certeza se a classe vai escolher Ricardo como seu candidato ao Palácio Anchieta. Há algumas mágoas, segundo relatos.
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Nova filiada

Ex-quadro do PDT, Cláudia Maria da Silva, que já ocupou cargo de secretária municipal de Assistência Social da Serra, se filiou ao Podemos de Gilson Daniel. Cláudia foi a primeira baixa no secretariado de Weverson Meireles (PDT) e era conhecida por ser próxima da família Vidigal.
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Na moita
Convivência com um político, que vai para a eleição deste ano, está insuportável. E olha que a campanha nem começou!
Tá na rede
“Segurança institucional não se relativiza”
Evair de Melo (Progressistas), deputado federal











