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25 de janeiro de 2026
domingo, 25 de janeiro de 2026

Semana no Poder: Pazolini com dever de casa, “fio de bigode”e missão de Karla Coser

Articulações em andamento e posições bem definidas tiveram destaque nesta semana. Acompanhe as principais análises e fatos dos últimos dias!

Dever de casa I

O prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), salvo uma reviravolta abrupta, será candidato neste ano nas eleições que se aproximam. E o republicano vem fazendo o dever de casa na construção de imagem para estar pronto a pedir votos pelo Estado.

Dever de casa II

As atividades na Arena de Verão têm mostrado que algumas iniciativas despertam simpatia do público. No último fim de semana, por exemplo, ao colocar óculos escuros e “tocar” teclado ao lado de profissionais da limpeza, muitos aplaudiram e acharam o momento divertido, enquanto outros apontaram certo exagero.

Dever de casa III

O fato é que o prefeito não tem ficado de fora de nenhuma agenda de recreação ao longo deste verão. Isso, goste-se ou não, contribui para a aproximação com a população, especialmente em compromissos positivos e distantes de cobranças mais diretas sobre a cidade. Podem surgir queixas? Sem dúvida. Mas atividades associadas ao lazer reduzem, e muito, o peso típico de plenárias carregadas de demandas.

Dever de casa IV

Outro sinal claro de postura eleitoral, além do pedido de férias-prêmio logo após o período previsto para desincompatibilização do cargo, é a supervalorização das obras estruturantes em Vitória. Em vídeo recente, ao mostrar a evolução do Mergulhão de Camburi, Pazolini afirmou tratar-se da “mais importante obra da história da mobilidade urbana do Espírito Santo”.

Dever de casa V

Há quem valorize a grama do vizinho. O republicano, porém, não se furta a exaltar a própria, como também o fez em recente artigo de opinião, no qual intitulou “Como Vitória se tornou a melhor cidade do Brasil”. Nas entrelinhas, isso sugere que a prefeitura é capaz de caminhar com as próprias pernas, sem depender do Estado, hoje comandado por um grupo rival, o do governador Renato Casagrande (PSB), que escolheu o vice Ricardo Ferraço (MDB) como seu candidato. Assim, Pazolini destaca atributos e capacidade de gestão, que caberá ao eleitor aprovar ou rejeitar.

Dever de casa VI

Pazolini será candidato neste ano. Para cacifar ainda mais essa movimentação, vai precisar voltar a rodar os demais municípios, como fez em 2025. Resta saber para qual rumo nas urnas: governo ou Senado?

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“Fio de bigode” I

“Política se faz no fio do bigode”. Foi assim que o ex-governador Paulo Hartung (PSD) definiu encontro, na última quinta (22), com o presidente do Republicanos, Erick Musso, que teve ainda a presença de Aridelmo Teixeira (PSD) e o ex-secretário de Estado de Segurança Pública, Henrique Herkenhoff.

“Fio de bigode” II

“Fio do bigode” significa um compromisso verbal selado pela honra e integridade pessoal, sem necessidade de contrato escrito, onde a palavra de uma pessoa vale como garantia de cumprimento, especialmente em acordos antigos onde a confiança era baseada na reputação.

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Missão I

A vereadora de Vitória Karla Coser (PT) terá, em 2026, o desafio de colocar seu capital político à prova ao liderar a chapa da Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV) para a Assembleia Legislativa. Em entrevista ao programa “EntreVistas”, do ES Hoje, a parlamentar fez um balanço de expectativas e estratégias.

Missão II

No cenário interno do partido, os atuais deputados estaduais João Coser (PT) e Iriny Lopes (PT) miram a Câmara dos Deputados, e ambos já ocuparam cargos em Brasília. Com isso, abre-se espaço para que o PT aposte em um nome associado à renovação, perfil no qual Karla se encaixa: está apenas no segundo mandato como vereadora, mas foi a candidata mais votada da Câmara de Vitória em 2024.

Missão III

“Surge esse sonho de chegar à Assembleia Legislativa e ter um espaço representativo para os eleitores”, afirmou.

Missão IV

A disputa por uma vaga no Legislativo estadual também funciona como teste para ambições futuras. Não é segredo que Karla projeta chegar ao Congresso Nacional, e a Assembleia aparece como um caminho natural para ampliar visibilidade política e densidade eleitoral. Por isso, as expectativas em torno de sua candidatura são altas.

Missão V

Entre os trunfos apontados pela própria vereadora está o desempenho nas urnas em 2024, quando liderou a votação geral. Levantamento do ES Hoje em Dados mostra que ela foi a mais votada em bairros como Enseada do Suá, Jardim da Penha e Mata da Praia, regiões associadas a eleitorado mais crítico e de maior poder aquisitivo. Segundo Karla, isso reflete sua capacidade de dialogar com diferentes segmentos da cidade.

Missão VI

“Tenho como inspiração na política meu pai, o deputado estadual João Coser. Aprendi que é preciso fazer política para a cidade inteira. As pessoas reconhecem o trabalho que realizo. Os trabalhadores de Vitória me colocaram no mandato. Nosso olhar é integral sobre a cidade. Foi um trabalho de oposição bem feito”, disse, ao comentar também sua postura diante da gestão do prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos).

Missão VII

Ela ressaltou que a prioridade do PT em 2026 será a reeleição do presidente Lula, mas colocou em nível semelhante o projeto do deputado federal Helder Salomão ao Palácio Anchieta, a continuidade de Fabiano Contarato no Senado e a ampliação das bancadas estadual e federal. Numa leitura de mercado, bons resultados nessas frentes ajudariam a enfraquecer o antipetismo que ganhou força nos últimos anos, especialmente durante o ciclo bolsonarista e a expansão de forças alinhadas à direita e à centro-direita.

Missão VIII

Sobre Pazolini, virtual candidato ao governo do Estado, a vereadora reconheceu a vitória do prefeito da Capital, mas ponderou que os prefeitos de Cariacica e Vila Velha, Euclério Sampaio (MDB) e Arnaldinho Borgo (PSDB), respectivamente, tiveram desempenhos eleitorais ainda mais expressivos.

Missão IX

O ano de 2026 tende a ser de forte teste político para Karla Coser. A favor dela, pesa o histórico recente: ex-vereadores campeões de votos em Vitória, como Fabrício Gandini (PSD), em 2016, e Denninho Silva (União Brasil), em 2020, conseguiram converter esse capital eleitoral em cadeiras na Assembleia Legislativa.

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Foto da semana

Semana no Poder: Pazolini com dever de casa, “fio de bigode”e missão de Karla Coser

O deputado estadual Denninho Silva (União Brasil) mostrou ao seguidores que está tendo uma vida com atividades físicas. “2026 será de muito trabalho e perseverança”, disse ele.

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