Ricardo Ferraço e a escolha da agenda municipalista

Governador em exercício do Estado, Ricardo Ferraço (MDB) iniciou, nesta segunda-feira (12), os trabalhos de interinidade de um modo bem significativo: com a agenda dedicada a vereadores.

Na mesa do Palácio Anchieta, recebeu representantes da Associação das Câmaras Municipais e de Vereadores do Espírito Santo (Ascamves).

Dos atuais listáveis para a disputa ao governo do ano que vem – e que integram o grupo do governador do Estado, Renato Casagrande (PSB) -, Ricardo é aquele que talvez mais tenha, na teoria, as condições para ir ao jogo.

É o natural sucessor de Casagrande, não tem dificuldades no partido (muito embora seja preciso observar o que reserva os encaminhamentos da possível federação MDB + Republicanos), e, ao que tudo indica, terá a caneta do governo por oito meses.

Seus possíveis adversários na caserna casagrandista, como Euclério Sampaio (MDB), Arnaldinho Borgo (sem partido) e Sergio Vidigal (PDT), dependem de outras conjunturas para que sejam os escolhidos. No caso de Arnaldinho, a falta de um partido robusto para chamar de seu é um entrave.

Voltando à agenda municipalista. Na teoria, Ricardo já arregimentou apoios de políticos que trabalham deste modo, como o deputado federal Gilson Daniel (Podemos), e o presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Santos (União Brasil). São aliados que conseguem conversar bem com diversas frentes.

Natural ainda que busque o apoio do “chão de fábrica” (falando isso em bom sentido) dos vereadores, para aumentar sua capilaridade.

Um dos desafios de Ricardo é se transformar em um ator mais carismático e popular. Avaliado como técnico, o emedebista, notoriamente, passa por uma modernização de sua imagem.

Tudo isso para casar com a máxima de que para ser o vencedor, é preciso combinar com o eleitor. Apostar em agenda municipalista é sinônimo de fechar o cerco no interior, área em que o possível rival, o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), ainda engatinha.

Não se pode negar que Ricardo está trabalhando para se viabilizar. O problema é quando há tanto “fogo amigo”, mesmo que sem palavras, e quando há movimentações de outros lados, como até do ex-governador Paulo Hartung (a caminho do PSD), para desestabilizar o emedebista.

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Definição próxima

Em Brasília, os comentários são de que a decisão da federação entre Republicanos e MDB (e ainda o PSD, de repente) deverá sair ainda neste mês. Desafio é superar algumas barreiras estaduais.

Perguntar não ofende

Com quem ficaria a batuta de comandar essa federação no Espírito Santo?

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Diálogos federativos I

Assembleia Legislativa recebe nesta quinta-feira (15) o evento “Diálogos Federativos”. O objetivo dele é fortalecer a gestão interfederativa, ou seja, a organização e a adoção de ações coordenadas por parte de governos de diferentes níveis de poder: União, estados e municípios.

Diálogos federativos II

Uma das convidadas é a ministra da Secretaria de Relações Institucionais da presidência da República, Gleisi Hoffmann (PT), que também ainda é a presidente nacional do partido.

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Expectativa

Ainda sobre o PT, expectativa de que realmente aconteça a agenda do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao Estado na sexta-feira (16). Entrega de unidades do Minha Casa Minha Vida, em Linhares, e anúncio de novidades do acordo referente ao Rio Doce, em São Mateus.

Teste de popularidade

Caso se concretize, será um teste interessante de popularidade para Lula. Lembrando que, em 2021, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) teve efusiva recepção em São Mateus, para entrega de casas populares.

Presente?

Segundo a programação do governador Casagrande, ele retorna ao Estado no dia 16 de maio. Será que será a tempo?

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Mamãe querida

Ricardo Ferraço e a escolha da agenda municipalista

Antes de viajar para os Estados Unidos, Casagrande visitou a mãe, para antecipar as comemorações do Dia das Mães, visto que já estaria no exterior nesse domingo (11).

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Pai da criança

Segue uma disputa entre o Palácio Anchieta e a Prefeitura de Vitória sobre quem é responsável pela Capital ficar sem homicídios em abril. Imaginem se houvesse união?

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Na moita

Políticos já aguardam a próxima “desculpa” de um colega. Risos com justificativas.

Tá na rede

“Estamos praticamente em pleno emprego, temos uma política de valorização do salário mínimo e um canal de diálogo aberto. Mas ainda temos muitos desafios pela frente. Hoje nossa principal pauta de reivindicação é a redução da jornada de trabalho”

João Coser (PT), deputado estadual

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