O PSB, partido do governador do Estado, Renato Casagrande, demonstra os sinais políticos nacionais para 2026. Em termos federais, há a tendência de a sigla manter apoio para o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Eu acho um erro essa mudança de vice, queremos a manutenção do Geraldo Alckmin. Acho que a experiência com o MDB inclusive não é das melhores na história”, disse o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, para a coluna Painel, de Folha de S. Paulo.
O cerne é a possibilidade de o MDB emplacar um novo vice para a chapa de 2026 de Lula. O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), é o mais cotado para isso, no caso da legenda, que tem o vice-governador do Estado, Ricardo Ferraço (MDB), filiado, conseguir esse espaço.
Interessante notar que os entendimentos nacionais podem, novamente, refletir nas peculiaridades estaduais. O Espírito Santo é exemplo notório disso. Em 2022, o senador Fabiano Contarato (PT) teve de recuar de sua pré-candidatura ao Palácio Anchieta para que Casagrande pudesse ter a maior frente ampla possível para a reeleição, que foi duríssima, visto que o pleito só acabou no segundo turno, com triunfo sobre Carlos Manato (PL).
Importante destacar que, desde já, o socialista arquiteta a sucessão dele e tem todo o interesse de que o seu grupo permaneça no comando do Palácio Anchieta. Com a alta probabilidade de ele conquistar uma das vagas para o Senado, a dobradinha seria fantástica para consolidar o projeto de poder almejado.
Os arranjos de Brasília serão fundamentais para determinar destinos da política capixaba. Num hipotético caso em que PT, PSB e MDB caminhem juntos em Brasília, numa campanha de reeleição de Lula, isso poderá pesar na realidade estadual, numa eventual incursão de Ricardo Ferraço, que é o mais cotado do momento para ser o candidato do grupo de Casagrande.
O entendimento nacional pode dirimir qualquer possibilidade de o PT ter candidato novamente ao Palácio Anchieta e ainda robustecer o já fortalecido grupo de Casagrande. Claro que isso ainda está no cenário das possibilidades, mas não pode ser descartado, especialmente pelo que ocorreu na campanha de 2022.
O PT, com Lula, tem vontade de seguir no Palácio do Planalto e depende de seus sócios, incluindo aqueles do centrão. E isso pode, mais uma vez, interferir nos planos estaduais. Neste caso, bom para Casagrande e o seu PSB.
Ponderação
Há de convir que o fator PT pode ser um problema nas candidaturas no Espírito Santo, visto o tamanho do antipetismo em solo capixaba. Lembrando do fenômeno do voto Casanaro, com políticos que apoiavam Casagrande e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
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Equilíbrio I
A chegada de Guerino Balestrassi (MDB), ex-prefeito de Colatina, à Secretaria de Estado de Recuperação do Rio Doce, serve para equacionar forças e abrigar aliados. Primeiramente, o MDB volta a ter pasta, já que o vice-governador do Estado, Ricardo Ferraço (MDB), vai ceder espaço para Sergio Vidigal (PDT) na área de Desenvolvimento.
Equilíbrio II
Em poucos movimentos, o governador do Estado, Renato Casagrande (PSB), consegue dar abrigo a aliados que ou findaram ou perderam mandatos e que têm ambições futuras. É o caso de Victor Coelho (PSB), ex-prefeito de Cachoeiro de Itapemirim, que vai assumir a Secretaria de Estado de Turismo e que é especulado para a disputa da Assembleia Legislativa.
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Reunião I
Casagrande convidou a bancada federal capixaba, nesta quarta-feira (5), para audiência com o ministro da Infraestrutura, Renan Filho, para debater a Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) e obras de infraestrutura no Espírito Santo.
Reunião II
Há quem veja o movimento do governador como resposta a ações do Rio de Janeiro para modificar o escopo do projeto. Reclame é que a iniciativa não abrange o Porto do Açu, terminal concorrente dos existentes no solo capixaba, especialmente o futuro Porto Central.
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Recondução I
Reportagem de O Globo destaca que “à revelia do Supremo Tribunal Federal, que proíbe a reeleição da Mesa Diretora em uma mesma legislatura, 20 das 26 assembleias que já realizaram o pleito para definir quem vai comandar a Casa nos próximos dois anos”. A mesma notícia reitera que “as reeleições são respaldadas nos regimentos internos e nas constituições estaduais, mas frequentemente geram disputas judiciais”.
Recondução II
Quanto ao Espírito Santo, não há possibilidade alguma de celeuma, dizem interlocutores da política.
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Só na semana que vem I
O presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Santos (União Brasil), anunciou, na sessão ordinária presencial desta quarta-feira (5), que o trabalho de preenchimento das vagas das comissões permanentes, inclusive o número de membros que cada uma delas terá, ficará para a semana que vem. O deputado já havia se manifestado em outra ocasião que dará prioridade para os colegiados de Justiça e Finanças.
Só na semana que vem II
Tudo é uma questão meramente formal, visto que os líderes dos colegiados já foram definidos.
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Medalha
A Câmara de Vila Velha agora conta com a medalha Governador Max Freitas
Mauro, destinada a distinguir personalidades que comprovadamente tenham se destacado área do “combate à corrupção”.
Café com oração
O prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (Podemos), foi tomar café da manhã, nesta quarta-feira (5), com o padre Patrick, novo pároco da Paróquia Santa Terezinha, no bairro Paul. O chefe do Executivo municipal tem dado atenção às lideranças religiosas.
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Time progressista

Em Brasília, os deputados federais Evair de Melo (Progressistas) e Da Vitória (Progressistas) se reuniram nesta quarta-feira (5), com direito a um parlamentar do chapéu. Não era Pablo Muribeca (Republicanos), mas, sim, Marco Brasil, que tem mandato na Câmara pelo estado do Paraná.
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Na moita
Condições de saúde de uma pessoa de um alto escalão chama a atenção constantemente.
Tá na rede
“As crianças sempre tiveram um papel especial nessa caminhada e recebi a visita dos pequenos Yago e Marjorie no gabinete. Eles, assim como tantas outras crianças, foram minha inspiração nos últimos meses, me fizeram acreditar que era possível. Obrigado, crianças! O tio Weverson ficou muito feliz com a visita”
Weverson Meireles (PDT), prefeito da Serra










