O Alvo da Operação Unha e Carne sob suspeita de ter vazado informações sigilosas o desembargador do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), Macário Ramos Judice Neto, recebeu salário de R$ 64,7 mil líquido em dezembro, mesmo já estando preso e afastado das funções. A investigação envolve o ex-deputado estadual do Rio TH Joias em um esquema de corrupção,
O subsídio de Macário – R$ 86.386,23 bruto – inclui R$ 41.845,49 em diferenças remuneratórias e penduricalhos como R$ 32.376,03 em indenizações, R$ 3.563,13 em vantagens pessoais, R$ 1.162,38 em vantagens eventuais e R$ 7.439,20 em gratificações. Mesmo preso e afastado das funções ele continua recebendo seus subsídios, segundo prevê a Lei Orgânica da Magistratura Nacional.
Macário foi detido pela Polícia Federal no dia 17 de dezembro. Há mais de um mês ele está recolhido na Cadeia Pública Constantino Cokotós (SEAPCK), em Niterói. Em sua residência, na Praia do Canto, em Vitória, a Federal cumpriu mandado de busca e apreensão.
O montante bruto creditado na conta de Macário superou em 86,3% o teto constitucional, fixado em R$ 46.366,19, pagos aos ministros do Supremo Tribunal Federal.
Nos meses anteriores, Macário já vinha recebendo muito acima do limite. Em novembro, sua remuneração líquida foi de R$ 80.580,06. Em outubro, chegou a R$ 127.869,67.
Sobre o valor bruto recebido por Macário em dezembro, houve descontos de R$ 21.658,42. Desse total, R$ 7.418,58 referem-se à contribuição para a Previdência Pública, R$ 6.595,83 ao Imposto de Renda e R$ 7.644,01 à retenção aplicada em razão do teto constitucional. As informações constam do Portal da Transparência do TRF2.











