Julgamento de quadrilha de clonagem de cartões-alimentação é marcada para dezembro

Está previsto para 3 de dezembro o julgamento dos suspeitos de participação em esquema de clonagem de cartões de crédito no Espírito Santo. Os réus foram alvos da operação “Renocrim”, deflagrada em novembro de 2024. A investigação apurou que os indivíduos utilizaram vários cartões de benefícios clonados e efetuaram compras, principalmente de bebidas, em diversos supermercados. O prejuízo causado à empresa que administra os cartões de benefício passa de R$ 1 milhão em nível nacional.

Nesta quarta-feira (15) foram expedidos mandados de audiência contra alvos da ação em Cariacica, Vila Velha, Guarapari e Serra. A Polícia Civil (PCES) informou que não há novas atualizações sobre a operação, mas os crimes dessa natureza são constantemente monitorados e investigados. “As instituições financeiras e operadoras de cartões utilizam sistemas próprios de segurança e inteligência para detectar e coibir tentativas de fraude”, informou a PCES.

Segundo a investigação, os suspeitos tiveram acesso privilegiado ao banco de dados da empresa, obtendo informações sigilosas, como número dos cartões, nomes dos beneficiários, senhas e saldos. O esquema veio à tona após a empresa de cartões identificar uma série de reclamações de funcionários, que relataram que seus cartões estavam sem saldo, mesmo após os créditos terem sido disponibilizados. Durante a operação o chefe da Divisão Especializada de Repressão às Ações Criminosas, delegado Tarik Halabi Souki, informou que o grupo tinha como alvo cartões-alimentação, cujos dados eram clonados e, após as compras, os produtos eram revendidos no mercado clandestino.

“A recorrência desse problema chamou atenção da empresa, que constatou que os cartões estavam sendo clonados e utilizados indevidamente. Quando começaram a investigar, perceberam que o prejuízo já ultrapassava milhões de reais”, disse Tarik.

Confissão
Os denunciados e réus no processo admitiram em depoimento à Draco-PCES que efetuaram compras com cartões clonados em supermercados da Grande Vitória para abastecer, sobretudo, uma revendedora de bebidas localizada em Cariacica. O responsável por clonar os cartões o fazia de dentro de casa, em Vila Velha.

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