A Prefeitura de Guarapari ampliou a participação de agricultores locais no fornecimento de alimentos para a merenda escolar da rede municipal. A mudança ocorreu após a assinatura coletiva da Chamada Pública do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), realizada na Escola Costa e Silva, em uma ação conduzida pela Secretaria Municipal de Agricultura em parceria com a Secretaria Municipal de Educação.
A iniciativa marcou a primeira atuação integrada das duas secretarias na organização do processo de contratação de produtores locais. Com isso, agricultores do município passaram a fornecer diretamente para as escolas alimentos como verduras, frutas, hortaliças, iogurte, pão, queijo e filé de tilápia, que se somam aos 35 itens previstos no edital da merenda escolar.
Com a nova organização, a maior parte dos alimentos utilizados na merenda da rede municipal passa a ser adquirida de produtores da própria cidade. Até então, segundo dados da prefeitura, os agricultores de Guarapari recebiam no máximo cerca de R$ 500 mil por ano por meio do programa. Em 2025, o valor destinado aos produtores locais representou cerca de 25% da chamada pública, totalizando aproximadamente R$ 454 mil.
Com a nova estratégia adotada pelo município, cerca de 60% dos aproximadamente R$ 2 milhões previstos na chamada pública passam a permanecer em Guarapari. O valor destinado diretamente aos agricultores locais deve ultrapassar R$ 1,2 milhão, quase o triplo do que vinha sendo repassado anteriormente.
A ampliação também acompanha o crescimento da rede municipal de ensino, com aumento no número de escolas e expansão do ensino em tempo integral, o que elevou a demanda por alimentos para a merenda escolar.
A coordenadora do agronegócio do município, Ana Carolina Ribeiro, explicou que a legislação do programa já determina um percentual mínimo de investimento na agricultura familiar, mas dificuldades burocráticas acabavam limitando a participação de produtores locais. “Essa já é uma regra do programa. Contudo, os agricultores do município enfrentavam dificuldades para alinhar e atender às exigências burocráticas da chamada pública, especialmente no que se refere à organização documental, o que acabava limitando sua participação efetiva. Agora, com uma secretaria estruturada e planejamento antecipado, conseguimos garantir que esse recurso permanecesse aqui. Para os próximos anos, queremos ampliar ainda mais essa participação”, afirmou.
A engenheira agrônoma Lívia Barbosa da Silva destacou que o alinhamento técnico entre as secretarias e a organização antecipada permitiram estruturar o fornecimento de alimentos durante todo o ano letivo, situação que antes ocorria apenas em parte do período.
Para a secretária municipal de Educação, Jaciara Lyrio, a medida aproxima a produção rural da rede de ensino. “Essa ação cria uma conexão direta entre quem produz e quem consome. Nossos alunos passam a receber alimentos cultivados por agricultores da própria cidade, o que garante mais frescor, qualidade e regularidade no abastecimento das escolas. Ao mesmo tempo, fortalecemos as famílias produtoras e estimulamos o desenvolvimento local. É um ganho para a educação e para Guarapari como um todo”, disse.
O prefeito Rodrigo Borges afirmou que a ampliação da participação dos agricultores locais também tem impacto econômico para o município. “É a economia girando no município. Estamos trabalhando para que o dinheiro investido permaneça aqui, fortalecendo nossos produtores e trazendo melhores condições para quem vive e trabalha em Guarapari”, declarou.
O Programa Nacional de Alimentação Escolar estabelece que parte dos recursos destinados à merenda escolar deve ser utilizada na compra de produtos da agricultura familiar. Em Guarapari, a reorganização do processo de contratação ampliou a participação dos produtores locais e aumentou o volume de recursos que permanecem na economia do município.









