Cidades atingidas por desastre de Mariana discutem em Colatina novo programa de saúde do Rio Doce

O município de Colatina sediou encontro regional com representantes do Ministério da Saúde e gestores municipais de cidades impactadas pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG). A reunião teve como pauta a implementação do Programa Especial de Saúde do Rio Doce no Sistema Único de Saúde (SUS), iniciativa prevista no novo acordo de reparação relacionado ao desastre ambiental ocorrido em 2015.

O programa integra as ações de reparação voltadas ao fortalecimento da rede pública de saúde nos municípios atingidos ao longo da bacia do Rio Doce. A proposta prevê investimentos para ampliar o acompanhamento da saúde da população e melhorar a estrutura de atendimento nas cidades afetadas.

Durante a abertura do encontro, o prefeito de Colatina, Renzo Vasconcelos, destacou a importância da agenda para os municípios impactados e defendeu a chegada rápida dos recursos previstos no acordo. “Esse encontro é um marco na história. Se a gente investe em saúde, a gente melhora a qualidade de vida da população”, afirmou.

O prefeito também solicitou que o Governo Federal avalie a possibilidade de antecipar parte dos repasses previstos para os próximos anos, com o objetivo de permitir que os municípios iniciem mais rapidamente as ações de fortalecimento da rede pública de saúde. “O poder público existe para servir às pessoas. Por isso estamos aqui defendendo que esses recursos possam chegar antes aos municípios, para que possamos fortalecer as ações de saúde e atender melhor a população”, declarou.

Participaram da reunião representantes dos municípios de Sooretama, Linhares, Conceição da Barra, Fundão, Anchieta, Marilândia e Baixo Guandu, todos afetados pelos efeitos do desastre ambiental na região.

Representando o Ministério da Saúde, o assessor Daniel Sucupira explicou que o encontro teve como objetivo apresentar aos municípios as diretrizes do novo acordo e alinhar os próximos passos para a implantação do Programa Especial de Saúde do Rio Doce no SUS. “Estamos aqui para falar de desafios e novas perspectivas”, afirmou.

Segundo ele, a iniciativa faz parte das medidas de reparação previstas para a área da saúde e busca fortalecer a rede pública nos municípios atingidos. “Essa agenda é importante para dialogar com os municípios e avançar na construção das ações que vão compor o programa. Nosso objetivo é garantir que os recursos e as políticas cheguem de forma efetiva à população”, explicou.

O Programa Especial de Saúde do Rio Doce foi previsto no novo acordo firmado após o desastre de Mariana, que estabelece medidas para a reparação dos impactos sociais, ambientais e econômicos causados pelo rompimento da barragem em 2015.

Entre as ações está o fortalecimento da rede pública de saúde e o acompanhamento dos efeitos do desastre na população dos municípios atingidos em Minas Gerais e no Espírito Santo. Para acessar os recursos do programa, os municípios deverão elaborar e apresentar planos de ação em saúde, que serão analisados pela governança responsável pela execução do acordo.

 

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