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Ex-diretor da PRF rompe tornozeleira eletrônica e é preso no Paraguai

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O ex-diretor-geral da PRF (Polícia Rodoviária Federal) Silvinei Vasques foi preso nesta sexta-feira (26) no Paraguai, segundo a Polícia Federal.
Ele havia sido condenado neste mês a 24 anos e seis meses de prisão pela Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) como participante de um dos núcleos da trama golpista do governo Jair Bolsonaro (PL).

Silvinei foi preso no aeroporto de Assunção quando tentava embarcar em voo internacional para El Salvador com um passaporte paraguaio falso.
Ele teria rompido a tornozeleira eletrônica em Santa Catarina e ido de carro para o Paraguai.

Segundo membros da Polícia Federal, quando houve o rompimento da tornozeleira, a corporação acionou o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), e houve a decretação da prisão preventiva.

Segundo integrantes do governo brasileiro, Silvinei Vasques deve ser trazido ao Brasil o mais rapidamente possível.
Após a prisão, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, telefonou para o ministro do Interior do Paraguai, Enrique Riera Escudero, para articular a aceleração do processo de extradição.

Segundo Eduardo Nostrani, advogado de defesa do ex-diretor da PRF, ele tomou conhecimento do caso na manhã desta sexta-feira (26). No entanto, a atuação na tutela de seus interesses no Paraguai está a cargo de um advogado local.
Silvinei foi condenado a 24 anos e seis meses, sendo 22 anos de reclusão com regime inicial fechado e 2 anos e 6 meses de detenção, além de 120 dias-multa, sendo cada dia-multa equivalente a um salário mínimo.

Ele foi acusado de integrar um grupo de auxiliares de Bolsonaro que tinham cargos estratégicos e, segundo a PGR (Procuradoria-Geral da República), articularam medidas para viabilizar um golpe de Estado.
Além de Silvinei, também foram condenados nesse núcleo Filipe Martins (ex-assessor internacional da Presidência), Marcelo Costa Câmara (ex-assessor da Presidência), Marília Ferreira (ex-integrante do Ministério da Justiça) e Mário Fernandes (general da reserva e ex-secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência).

Eles foram denunciados por cinco crimes: tentativa de abolição do Estado democrático de Direito, golpe de Estado, organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração do patrimônio tombado.

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