Vereador de Vitória é vítima de golpe bancário

O vereador Luiz Paulo Amorim (PV) levou à tribuna da Câmara de Vitória, nesta quarta-feira (22), um relato pessoal que surpreendeu os colegas de plenário. O parlamentar afirmou ter sido vítima de um golpe financeiro envolvendo o Banco PAN, e fez um paralelo com o escândalo de descontos indevidos em benefícios do INSS, que atinge milhões de aposentados em todo o país.

“Eu estou com audiência marcada. Tenho visto muito falarem aqui na questão do golpe do INSS, que foi de tal governo, mas eu estou com audiência de um tombo que eu tomei do Banco PAN, no INSS, em 2017. Eu acho que era o governo Temer na época”, declarou o vereador.

Indignado, o parlamentar reclamou que os aposentados são enganados e acabam vítimas de instituições bancárias e que, apesar da polêmica quando os casos vem a tona, não há, segundo ele, solução efetiva: “A gente vê que esse processo dos golpes transpõe vários governos. Não tem governo A, B ou C, existe um grupo de bandidos que estavam atacando os velhinhos, dos quais eu fui vítima. Estou penando há muito tempo, mas hoje tenho a certeza de que vamos dar um basta nisso”, completou.

O parlamentar relatou que o caso segue na Justiça e disse acreditar que o episódio terá desfecho positivo. “Tenho certeza que tudo vai ser resolvido da melhor maneira possível”, afirmou Amorim, visivelmente indignado com a situação.

O discurso do vereador ocorre em meio à escalada de denúncias de descontos indevidos em benefícios previdenciários, um dos maiores escândalos recentes ligados ao sistema do INSS. Segundo a Dataprev, entre março de 2020 e março de 2025, R$ 3,7 bilhões foram subtraídos irregularmente de aposentados e pensionistas, dentro de um total de R$ 7,8 bilhões em transferências suspeitas.

De acordo com o levantamento, 5,9 milhões de reclamações foram registradas nos canais de denúncia entre maio e setembro deste ano. Desse total, 1,4 milhão recebeu algum tipo de resposta das associações envolvidas, que tentaram justificar os descontos realizados até abril. As cinco entidades mais citadas foram a Conafer, Contag, Ambec, Amar Brasil e AAPEN  que somam mais de 2 milhões de queixas e cerca de R$ 1,6 bilhão em valores descontados sem autorização.

Em julho, o governo federal anunciou a devolução dos valores indevidamente retidos e prometeu reforçar os mecanismos de segurança para evitar novos golpes. Enquanto isso, o relato do vereador capixaba expõe que, por trás das estatísticas, há vítimas que seguem lutando há anos para reaver o que perderam.

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