Em uma iniciativa voltada ao enfrentamento da insegurança alimentar entre crianças da rede municipal de ensino, o vereador Professor Jocelino (PT) apresentou à Prefeitura de Vitória uma proposta para que se estude a ampliação da oferta de merenda escolar para os fins de semana e períodos de férias. A medida tem como foco principal atender estudantes em situação de vulnerabilidade social, que têm na merenda escolar sua principal, e por vezes única, refeição completa do dia.
Em entrevista ao ES Hoje, o parlamentar destacou o potencial transformador da proposta. Segundo ele, a ampliação da merenda escolar para fins de semana e férias pode ter um impacto profundo na vida de milhares de crianças em situação de vulnerabilidade.
“Para muitas delas, a merenda é a única refeição completa do dia. Eu sou ex-aluno de escola pública e também professor da rede e vivenciei o que significa essa refeição no dia a dia, não só como alimento, mas como parte do nosso aprendizado, da nossa disposição em sala e do nosso desenvolvimento. Garantir esse direito mesmo fora do período letivo é uma forma de proteger o desenvolvimento físico e cognitivo dessas crianças e de combater a fome com responsabilidade e humanidade”, afirmou.
A proposta, segundo o vereador, ainda está em fase inicial e tem como objetivo abrir um canal de diálogo com o Executivo municipal. “O objetivo da indicação é justamente provocar esse estudo por parte da Prefeitura, para que se avalie a viabilidade da medida e se busquem parcerias com o governo federal, por meio do PNAE, e também com instituições sociais. Já existem experiências semelhantes em outras cidades, e podemos aprender com esses modelos para construir uma política sólida aqui em Vitória”, explicou.
Quanto aos desafios que a medida pode enfrentar, como questões logísticas e orçamentárias, Jocelino reconhece os obstáculos, mas acredita na superação por meio do diálogo e do planejamento.
“Sabemos que há desafios, sim, especialmente na estrutura de distribuição e no orçamento. Mas entendemos que, com planejamento, diálogo com a comunidade escolar e aproveitamento de estruturas já existentes, é possível começar a construir esse caminho. A fome não entra de férias, e o poder público não pode se ausentar diante disso”, pontuou.
A iniciativa, que ainda não passou pelas comissões da Câmara por se tratar de uma indicação ao Executivo e não de um projeto de lei, tem recebido boa receptividade entre os colegas parlamentares.
“Essa é uma indicação do nosso mandato ao Executivo Municipal, ou seja, uma proposta para que o prefeito estude a viabilidade e tome as providências. Ainda não passou por comissões, pois não é um projeto de lei, mas a recepção tem sido positiva entre parlamentares de diferentes campos. Quando o assunto é combater a fome e cuidar das nossas crianças, precisamos somar forças, não ideologias”, concluiu o vereador.
*Texto de Mary Martins










VEREADOR, ISSO TERÁ UM CUSTO MUITO ALTO.
O PROJETO PARECE SER INCONSTITUCIONAL.
RETIREM ISSO DA PAUTA.
É TEMPO DE CONTENÇÃO DE GASTOS.