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“Vou me dedicar ao meu primeiro amor”, diz vereador ao desistir da política partidária

Filiado ao PL e presidente da sigla em Cachoeiro do Itapemirim, o vereador Juninho Corrêa, movimentou a política capixaba ao anunciar desistência da militância partidária para se dedicar à Igreja Católica. Segundo ele, a sua decisão foi pelo “primeiro amor”. Ele entra para o seminário com o intuito de ser padre.

No fim da tarde de ontem (14), em coletiva de imprensa convocada por ele, o parlamentar de Cachoeiro de Itapemirim anunciou a decisão de se licenciar do mandato na Câmara (e da vida secular, entre os leigos) para retomar os estudos como seminarista, iniciados na juventude, atendendo, segundo ele, ao chamado de Jesus Cristo para o exercício da vocação sacerdotal.

De acordo com o vereador, respondendo com atraso ao “verdadeiro chamado” de sua vida, ele volta ao seu “primeiro grande amor”, aquele por quem havia se apaixonado antes de resolver entrar para a política, tendo sido eleito o vereador mais votado em 2020, pelo PL.

Membro da Igreja Católica, o vereador tem 27 anos e era a aposta do partido para concorrer a prefeito – o que também estava em seus planos. Contudo, segundo chegou a verbalizar “por culta de Jesus”, ele reavaliou a rota e decidiu seguir a vida eclesiástica. Isso significa deixar o “espaço” de suplente de deputado federal (tendo recebido 37.756 votos no pleito de 2022) e a presidência do PL de Cachoeiro, que foi entregue pelo presidente do partido no Espírito Santo, senador Magno Malta, ao deputado estadual Welinton Callegari.

“Fui fazer um retiro de 15 dias num mosteiro. E era nesse silêncio que eu ouvia a voz de Deus falando comigo. E, pra mim, cada dia fica mais latente que ele me preparou para este momento. Ao longo deste mandato, a cada desafio que eu passava, Jesus estava me preparando”, anunciou.

E completou: “Eu preciso voltar para o meu primeiro amor. Saio da vida pública. Não vou mais disputar a eleição de prefeito. Não serei nem candidato a vereador e nem candidato a deputado. Não darei prosseguimento à vida pública, para poder me dedicar a quem deu a vida por mim”, disse.

Filho do empresário Zezé Corrêa, dono de um dos maiores frigoríficos do Espírito Santo, Juninho chegou a entrar no seminário, mas saiu para se dedicar à política partidária com mandato. Se ele não concluir o mandato – o que ainda está em discussão -, será substituído pelo suplente, Amós Marcelino. Já na Câmara dos Deputados, entrega a primeira suplência de Gilvan da Federal ao vereador de Vila Velha, Devacir Rabello.

Embora haja rumores de que a decisão precede de um descontentamento com as lideranças liberais, Juninho minimiza. Mas em suas redes sociais há registros de reclamações e falta de acesso ao presidente do PL capixaba. Magno Malta, no entanto, se manifestou gravando um vídeo dizendo que “as pessoas falam do que não sabem” e pela seguinte nota: “O PL-ES conta com quadros importantes em todos os municípios, e Juninho foi calorosamente recebido ao se juntar a nós. No entanto, ele optou pelo caminho do sacerdócio, uma escolha louvável, e o partido expressa sua gratidão pelo trabalho realizado até então. Com sua saída, o deputado estadual Wellington Callegari assume a liderança do partido no município. Quanto ao pré-candidato que substituirá Juninho Corrêa, temos outros patriotas alinhados com as pautas conservadoras e em breve divulgaremos o nome.”

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