Um jovem de 21 anos, estudante da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e servidor da Prefeitura de Vila Velha, foi preso em flagrante nesta terça-feira (10), suspeito de armazenar mais de 7 mil imagens de abuso sexual infantojuvenil. Ele foi detido durante uma operação da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), em Vila Velha.
As investigações tiveram início após a Polícia Federal (PF) emitir um alerta à Polícia Civil do Espírito Santo (PCES). Segundo a corporação, o jovem já era monitorado por sistemas internacionais, sob suspeita de armazenar e compartilhar conteúdo de exploração sexual infantil.
Na casa do suspeito, os policiais apreenderam o aparelho celular dele, onde foram encontrados milhares de arquivos com conteúdo pornográfico. Durante o interrogatório, o jovem afirmou que não compactua com o compartilhamento de imagens de abuso infantil e alegou ter sido incluído em um grupo no qual teria feito o download dos arquivos sem perceber o teor do material.
O chefe da Divisão Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos e titular da DRCC, delegado Brenno Andrade, disse que a versão apresentada não convenceu os investigadores.
“A gente não acredita muito nessa história porque há materiais baixados em setembro, outubro e novembro. Se ele tivesse baixado apenas em um mês, poderia ter parado. Mas foi verificada uma sequência”, destacou o delegado.
Outro ponto que chamou a atenção da polícia foi a idade do suspeito.
“Antigamente eram, em sua maioria, indivíduos com idade mais avançada. Hoje já verificamos diversas situações envolvendo pessoas mais novas. Isso chama a atenção e causa preocupação”, afirmou Andrade.
Monitoramento
O delegado reforçou que a polícia dispõe de meios técnicos para rastrear crimes praticados no ambiente virtual.
“A internet não é terra sem lei. Nós somos informados quando esses crimes acontecem no Espírito Santo”, disse.
O jovem foi autuado por crime relacionado ao armazenamento de material de abuso sexual infantojuvenil e encaminhado ao sistema prisional.
A perícia agora analisa o conteúdo apreendido para confirmar se todos os arquivos contêm cenas de abuso. Um laudo preliminar já apontou que a maior parte do material é, de fato, criminosa.
A Prefeitura de Vila Velha disse que até o presente momento não foi notificada pela Polícia Civil sobre prisão de servidores. Declarou ainda que, caso seja informada, adotará as providências cabíveis, com a abertura de processo administrativo, que pode resultar inicialmente em afastamento e depois em demissão.
Já a Ufes informou que não recebeu nenhuma notificação do caso.











