O diretor-geral da Polícia Penal do Espírito Santo, José Franco Morais Júnior, foi suspenso pelo secretário de Justiça, Raphael Pacheco. A punição, publicada no Diário Oficial do Estado (DIO-ES) na edição da última sexta-feira (19), é resultado de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) por denúncia de venda de alvarás.
Conforme, publicado, o direto da PPES foi considerado culpado e, seguindo o artigo 221, inciso X, da Lei Complementar Estadual 46/94 – recebeu punição disciplinar de suspensão de 3 dias. Ele, no entanto, está de férias.
O Processo nº 2022-R6144 a que respondeu José Franco foi registrado com o nº. 2022-R6144 – conforme DIO-ES de 21 de dezembro de 2023, cujo titular da Secretaria era André Garcia. Na época ele era diretor da Penitenciária Semiaberta de Vila Velha (PSVV) e, portanto, servidor da Secretaria de Justiça – o que justifica o fato de a investigação ter ficado com a Corregedoria da Sejus.

Como agente penitenciário, segundo foi investigado, José Franco colocou um preso para trabalhar no Setor de Laudos e Prontuários – DLP -, o que dava livre acesso todos os dias, até nos finais de semana. A responsabilidade apurada decorreu da infração ao artigo 221, inciso X, do estatuto disciplinar, ao permitir que pessoa estranha ao serviço tivesse acesso a sistemas internos da unidade.
“À época, um alvará de soltura recebido via e-mail pela penitenciária continha carimbos e timbres da Central de Alvarás e dos órgãos de justiça, fato que possibilitou a liberação indevida de um detento. O documento foi identificado como falso posteriormente à liberação do preso”, detalhou a Secretaria de Justiça por nota.
Servidor da pasta acrescenta indignada: “O preso tinha acesso a e-mails, inclusive funcional do setor DLP, acesso as senhas, INFOPEN, documentos… Foi com essa facilidade dada por Franco que foram confeccionados alvarás falsos dando liberdade indevida a presos de alta periculosidade. Não dá para acreditar nessa punição de suspensão de 3 dias”.
Mesmo com o PAD em tramitação, em janeiro de 2024 José Franco Morais Júnior foi nomeado para o cargo de diretor-geral da Polícia Penal do ES.
Além dele, responderam o PAD os policiais penais Kamilo Pecinali Assunção, Paulo Silveira de Freitas, David Anderson Dias Marques e Claudiomar do Rosário Lyra. A Sejus mandou arquivar o processo contra eles por ausência de fato punível no âmbito administrativo-disciplinar.

Outras instâncias
A PGE é a instituição responsável pela defesa do Estado em juízo e pela consultoria jurídica interna aos órgãos do Poder Executivo. Por nota detalhou que “manifesta-se – quando demandada – nos processos judiciais e administrativos em geral, merecendo destaque os que se referem às licitações e aos contratos do Estado, à cobrança judicial da dívida, à defesa do patrimônio e do meio ambiente, assim como a elaboração de projetos de lei, decretos, vetos e atos normativos em geral”.









