Mãe e filho foram mortos por dívidas de casal preso

Por Jady Oliveira e Thais Rossi*

As mortes de Priscila Santos Deambrosio, de 36 anos, e Higor Gabriel Deambrosio, 4, em Nova Carapina I, Serra, aconteceram por dívidas de mulher, 35, amiga dela, e um homem, 45, ambos presos. Os dois confessaram, com frieza, que mataram mãe e filho a marretadas.

Ela arquitetou e ele matou. Os dois foram presos em casa, na sexta-feira (19). As informações são da Polícia Civil. O homem, um pintor, tinha uma dívida de R$ 10 mil com Priscila, que emprestava dinheiro a juros. A mulher era cuidadora de idosos e também a devia, mas o valor não foi divulgado.

O crime foi premeditado há um mês, quando o homem pegou dinheiro com Priscila. A polícia afirma que ele já tinha intenção de matá-la porque não ia pagar. Era um modus operandi dos dois, que eram amantes e fizeram outras vítimas, entre eles um idoso, de 66 anos, que está internado em estado gravíssimo em um hospital.

De acordo com a Polícia, Hiago foi morto por estar de férias e porque viu a mãe a ser agredida. “A que ponto o ser humano pode chegar. A ação da polícia foi muito rápida. O que nós queríamos é que o crime não tivesse acontecido, e mãe e filho estivessem vivos. Mas, infelizmente, aconteceu. Ao que tudo indica, esse casal é responsável por outros crimes”, afirmou o secretário estadual de segurança pública, Eugênio Ricas.

Por ser amiga, durante parte da manhã a mulher ficou com Higor e depois o entregou a mãe. O crime aconteceu a tarde. Foi ela, de acordo com a polícia, quem levou o amante até a casa. O homem chegou na residência dizendo que pagaria a dívida com Priscila, mas já com a marreta na cintura.

Mãe e filho foram mortos por dívidas de casal preso
Arma do crime. Foto: Polícia Civil/divulgação

Enquanto ele matava a Priscila, o menino ficou com a mulher no quintal. Mas, vendo a mãe ser agredida, a criança correu para o suspeito, suplicando que parasse. Sabendo que seria reconhecido, ele também matou Higor. Foram oito golpes em Higor e dois em Priscila.

Durante depoimento, o homem demonstrou arrependimento por ter matado Higor. Foi ele, inclusive, quem escreveu um bilhete encontrado debaixo do corpo de Priscila, mas para atrapalhar e tentar dar outro rumo a investigação, segundo a polícia. No papel tinham nomes de supostos parceiros de agiotagem de Priscila.

Após o crime, os dois saíram da casa levando celulares e algumas joias.

Vítima internada

Três dias antes do crime, no dia 9 de julho, os dois tentaram matar o idoso de 66 anos, que também era agiota. No mês de maio, ele chamou o homem preso para um serviço de pintura e, no fim, disse que era agiota e emprestou R$ 4 mil a juros de 15% ao mês.

Em junho, na data do crime, a dívida já estava em R$ 8 mil. Para não pagar, o homem decidiu matar o idoso com ajuda da mulher, pois ela teve relacionamento amoroso com a vítima e tinha livre acesso a casa.

No dia do crime eles foram juntos a casa do idoso. A mulher entrou primeiro, pra despistar a vítima, e, enquanto eles bebiam, colocou três compridos de remédio na bebida do homem, mas não teve efeito.

A vítima saiu pra comprar mais bebida e o suspeito, que estava escondido do lado de fora, entrou na casa, deu um mata leão na vítima, amarrou as mãos dela com fios de um som, deu quatro socos no rosto, além de 6 golpes com marreta (apreendida em uma mochila na casa dele) e ainda cortou o pescoço da vítima.

O homem sobreviveu e está intubado em um hospital. Os dois também confessaram esse crime. Contra eles ainda há uma tentativa de homicídio, também na Serra.

 

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