Cinco pessoas, sendo três homens e duas mulheres, são suspeitas de lavar dinheiro do tráfico, foram presos pela Operação Vingador, contra o tráfico de drogas na Grande Vitória. A ação foi na terça-feira, numa parceria entre as polícias e o Grupo de Combate às organizações criminosas do Ministério Público (Gaeco) e na avaliação do chefe da Polícia Civil, José Darcy Arruda, o grande feito foi a apreensão de bens e valores na ordem de R$ 1,8 milhão.
“Isso asfixia a organização. As prisões das pessoas, das drogas, mas do dinheiro e dos bens que eles movimentavam. Chama atenção é que os presos moravam em bairro simples, mas gastavam muito dinheiro, investiam em relógios caros, viagens caras, carros. Apenas um deles foi morar em imóvel de luxo”, relatou.
O delegado Tarcísio Otoni destacou que foi uma ação da Narcóticos com o Gaeco que visou desarticular um núcleo financeiro da organização Tropa do Capitão, que seria um subgrupo do Primeiro Comando de Vitória. As drogas comercializadas pelo grupo chegava ao Espírito Santo saindo de Rondônia.
O líder desse grupo já está preso no estado do Rio de Janeiro. Trata-se de Tobias Claudino Nascimento, preso em 2022 quando as investigações começaram. Foi o trabalho desses grupos criminosos que permitiram que, antes de ser preso, Tobias conseguisse se manter escondido em favelas do Rio.
A investigação descobriu gerentes da distribuição de cocaína, pessoas que estabeleciam empresas de fachada para justificar a movimentação financeira do tráfico. Contudo, as pessoas não tinham lastro financeiro, comprovando serem “laranjas” do tráfico.
No Espírito Santo a Tropa do Capitão América atua nos bairros serranos de Serra Dourada 2 e Porto Canoa. A droga vendida por eles é a cocaína adesivada com o escudo do personagem Capitão América. Com os presos foram apreendidas uma tonelada de cocaína.
Entre os presos, um empresário conhecido em Serra Dourada 2 que, aos 28 anos, se mantendo pelo crime, foi morar em apartamento de luxo de frente para o mar. Ele é apontado como gerente da Tropa, e foi preso com sua esposam também de 28 anos, que atuava como dona de loja de roupa e comércio de açaí – ambos negócios na Serra.
No caso do casal, ele tem a carteira de trabalho assinada pelo próprio sogro, com um salário de R$ 1,6 mil, mas estava morando de frente para o mar e nos últimos tempos chegou a viajar para o Caribe com sua esposa gastando R$ 59 mil.
Outra mulher, de 45 anos, também comerciante, foi presa e é apontada na Operação Vingador como intermediária da organização, levando informações a presos em Bangu no estado do Rio de Janeiro.
As investigações apontaram o envolvimento dessas pessoas em crimes como homicídios, uso de documentos falsos, distribuía cocaína e transporte de drogas. Há mais pessoas sendo investigadas, segundo informou a polícia.
Além das pessoas foram apreendidas mais de R$ 10 mil em espécie, relógios de luxo avaliados em R$ 3 mil, jet ski. “Não há nada que justificasse o fluxo financeiro incompatível com a renda dessas pessoas. Eles viviam vida de luxo, mas continuavam atuando na região da Serra para, inclusive, deixarem de serem abordados pelas polícias ao ciruclarem na região”.









