Mais duas pessoas foram presas, dessa vez em Caratinga (MG), durante a Operação “Fraus 2”, que investiga o “golpe do consórcio”. Além disso, polícia e justiça seguem a procura do empresário Filipe Pereira, dono da Vidhacred Consórcios, em Linhares.
As prisões aconteceram na quarta-feira (13), após deferimento pelo juízo de Rio Bananal, que também recebeu a denúncia oferecida pelo Ministério Público contra os investigados. Um terceiro mandado de prisão está em fase de cumprimento.
A “Fraus 2” é uma Operação do Ministério Público (MPES), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco Norte) e da Promotoria de Justiça Rio Bananal, com a colaboração do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).
O objeto da investigação é apurar a existência de organização criminosa responsável pela venda irregular de consórcios e cartas de crédito. Está comprovado que uma empresa de Caratinga, que administra grupos de consórcios, comanda a organização criminosa, fazendo parcerias com empresas locais em diversas cidades para a comercialização de suas supostas cartas de crédito.

Abaixo do núcleo principal da organização está a Vidhacred Consórcios. O dono, Filipe Pereira, está foragido desde a primeira etapa das investigações. Ele é acusado de golpes em Linhares e Rio Bananal. O prejuízo as vítimas é de, pelo menos, R$ 350 mil.
Depois da operação realizada em Rio Bananal, o empresário abandonou o imóvel onde funcionava a empresa e a casa de luxo onde morava, no Bairro Conceição, e fugiu da região.
Segundo o MPES, a empresa de Linhares tinha a função de induzir ao erro as vítimas/consumidores com a falsa promessa de concessão de créditos em nome da empresa mineira.
Entenda o esquema
O golpe era aplicado da seguinte forma: eram lançados, nas redes sociais, anúncios de venda de propriedades rurais e casas com a oferta de cartas de créditos de consórcios. Quando a vítima entrava em contato com a empresa de Linhares, demonstrando interesse em adquirir um imóvel, por exemplo, era ofertado um consórcio, desde que fosse feito um depósito a título de entrada, com o restante do valor sendo dividido em várias parcelas.
A empresa dava às vítimas a certeza de que receberiam a carta de crédito em seguida. Quando a empreitada criminosa alcançava o objetivo, as vítimas depositavam os valores diretamente na conta da empresa de Caratinga. Com a celebração do contrato, o dinheiro ficava “preso”, retido, uma vez que, na verdade, tratava-se de um grupo de consórcio.
Uma pessoa ligada à empresa de Linhares está presa desde a primeira fase da investigação e outra está foragida.









