A Polícia Civil da Bahia finalizou o inquérito policial sobre a morte da adolescente cigana Hyara Flor Santos Alves, que aconteceu em julho deste ano. O caso foi concluído e encaminhado para a Justiça, na quinta-feira (10), apontando o cunhado da vítima, um menor de 9 anos, como autor dos disparos.
O crime aconteceu apenas 45 dias após o casamento dela com outro adolescente de 14 anos, que também faz parte da comunidade cigana. O jovem está apreendido no Espírito Santo.
De acordo com a investigação do caso, o tiro que matou a adolescente foi disparado pela criança quando ela e Hyara brincavam com a arma no quarto da cigana. Essa versão já havia sido apontada pelo pai dos dois ciganos, mas era rechaçada pela família da garota.
Ainda segundo a Polícia Civil foram analisados laudos periciais, e 16 pessoas foram ouvidas, entre elas, duas crianças que prestaram depoimento especial com a presença de promotor de Justiça da Promotoria da Infância e da Juventude do Ministério Público da Bahia.
Também foram analisadas imagens de câmera de vigilância do endereço do fato, documentos e mensagens de celular e redes sociais, além de apurações em campo. Além disso, um tio de Hyara foi indiciado por disparo de arma de fogo, referente a tiros deflagrados contra a residência do casal de adolescentes.
A sogra de Hyara Flor foi indiciada por homicídio culposo e porte ilegal de arma de fogo, considerando que a pistola utilizada no crime pertencia a ela.
O adolescente, ex-companheiro da vítima, apreendido no Espírito Santo, foi ouvido por meio de vídeo conferência pela juíza da comarca de Guaratinga. De acordo com a Polícia Civil, a permanência na internação socioeducativa será definida pelo Ministério Público e pelo Poder Judiciário.
Relembre o caso
Hyara Flor, de 14 anos, foi morta após ser baleada no queixo, dentro da casa em que ela vivia com o marido. O crime aconteceu no dia 6 de julho e a adolescente foi socorrida para Hospital Municipal de Guaratinga, mas não resistiu.
Dentro da casa, foi encontrado uma pistola calibre 380, com dois carregadores e munições. Os objetos foram apreendidos e encaminhados à perícia e a necropsia do corpo provou que o tiro fez com que a garota asfixiasse no próprio sangue, até a morte.
Defesa
Em nota, o advogado Homero Mafra, que faz a defesa do adolescente, diz que já acreditava no resultado e recebe a notícia da conclusão do inquérito da Polícia Civil da Bahia com serenidade, “pois, de fato, foi o que aconteceu”.
A defesa diz ainda que espera que a conclusão seja aceita e ressalta que o resultado é uma demonstração de que é preciso acreditar nos órgãos de investigação, como a elucidação do caso mostrou. Na segunda-feira (14) será solicitada a liberação do adolescente apreendido. Nesta sexta, Dia do Advogado, é feriado no Judiciário.









