Tiago Santos de Barros, o “Capetão”, 19, e Paulo Hugo Eduvirges Victorino, o “PH”, 22, estão presos acusados de participar da morte de Dyony Alexandre Lopes Araujo, 17. Tudo aconteceu no bairro Novo Horizonte, na Serra. O jovem estava desaparecido desde o dia 31 de outubro. Porém, o corpo só foi encontrado no dia 19 do mês seguinte.
Preso um dos responsáveis pelo tráfico no bairro Novo Horizonte, na Serra
A família chegou a fazer um apelo em suas redes sociais, procurando pelo rapaz. Um dos envolvidos, Tiago Santos, provocou os familiares, com o comentário “Se souber procurar, acha”. O autor do crime suspeitava de que o jovem estivesse tendo um caso com sua namorada.
Segundo a polícia, a vítima era usuária de drogas, e foi atraída pelos acusados até o local do crime, com a promessa de que lá, consumiriam as substâncias. “A vítima não tinha ligação com o tráfico. Porém, era usuária de drogas. Assim, os suspeitos conseguiram atrair ele à uma área de mata, próximo ao ponto de tráfico da região. Lá, ele foi obrigado por Tiago e PH a desbloquear o celular, e mostrar as conversas com a tal namorada de Tiago”, explicou o Titular da DHPP Serra, delegado Rodrigo Sandi Mori.
Depois das ameaças, ficou comprovado que a vítima tinha um caso com a namorada de “Capetão”, braço armado do tráfico em Laginha. Por isso, Dyony Alexandre foi executado com três tiros, um deles em seu órgão genital. O corpo foi enterrado em uma cova rasa próximo ao local.
Após o ocorrido, os suspeitos chegaram a postar um vídeo em suas redes sociais, comemorando a morte do jovem. Uma foto postada por Tiago nesta segunda-feira (9), levou à polícia a encontrá-lo. “Eles dançavam e esbanjavam armas, comemorando a morte do rapaz. Na segunda-feira, Tiago postou uma foto, segurando uma arma. Nossas inteligências trabalharam e conseguiram prendê-lo em Bairro de Fátima. Lá, ele se escondia na casa de familiares”, explicou o delegado.
Já Paulo Hugo, o “PH”, foi preso no próprio ponto de tráfico, em Laginha, após um cerco da polícia ter sido montado no local. Os dois negam o crime, e acusam um ao outro.
A arma fornecida para o crime, uma pistola calibre 9 mm, e a autorização para que tudo acontecesse foi concedida pelo chefe do tráfico, Isaque Diano Gusmão. “O Isaque era o chefe da região, e deu todo suporte para que o crime acontecesse. Porém, ele já está preso, pela Denarc, na última quinta-feira (5), com 400 pinos de cocaína”, disse.









