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Operação Derrama: Elias confirma contrato sem licitação

derramaO ex-prefeito de Linhares, José Carlos Elias (PTB), prestou depoimento ao Núcleo de Repressão às Organizações Criminosas e a Corrupção (Nurocc), na manhã desta terça-feira (22) e confirmou que o município, em sua gestão (2005-2008) firmou contrato com a CMS Consultoria e Assessoria com objetivo de incrementar a arrecadação de recursos para Prefeitura. E que não houve licitação, uma vez que a dispensa foi aprovada pela Comissão Permanente de Licitação do município.Em seu depoimento, o petebista, que é deputado estadual, confirmou que o contrato com a CMS foi em dois de fevereiro de 2007 e que houve um aditivo assinado em dezembro do mesmo ano, contudo, assinado pela secretária de Fianças, Analice Gobete Piassoli. Ela está entre os detidos na Operação Derrama, deflagrada em dezembro do ano passado e com desdobramentos nos dias 15 e 18 de janeiro.

Segundo decisão do Juiz da Vara especial de Central de Inquéritos Criminais de Vitória, Marcelo Loureiro, que determinou as prisões de sete ex-prefeitos no dia 15 de janeiro, a relação entre a empresa CMS – pivô das fraudes – com o município de Linhares foi iniciada pela então secretária de Finanças, Analice Gobeti, em 2007, que assinou o contrato direto “com valor de R$ 8 mil e honorários de risco, que seriam devidos quando da recuperação de receitas, com entrada comprovada nos cofres municipais”.

Ainda segundo o documento, o Tribunal de Contas do Espírito Santo teria sido informado pelo ex-prefeito Guerino Zanon (PMDB) – que sucedeu Zé Carlos Elias – que na gestão do peemedebista foram pagos, nos anos de 2007, 2008, 2010 e 2011, o valor total de R$ 4.389.204,49.

No depoimento desta manhã de terça, José Carlos Elias, elogiou a atuação da CMS, afirmando que o município de Linhares teve incremento em sua receita, passando de R$2 a R$ 3 milhões ao mês para cerca de R$ 7 a 8 milhões mensais – “Sendo estes valores apenas relacionados às informações prestadas pela ANP – AGÊNCIA NACIONAL DE PRETOLE, e que atualmente vem sendo pago cerca de 10 milhões mensais pela ANP ao município de Linhares”, de acordo com Termo de Declarações assinado pelo deputado.

Sobre a relação com o empresário Claudio Mucio Salazar, proprietário da CMS, Elias informou à polícia que o conheceu quando o próprio Claudio esteve em Linhares para oferecer seus serviços de consultoria e recuperação de créditos tributários.

Disse ainda que era a CMS responsável por todo processo de fiscalização sobre as empresas relacionadas à exploração de petróleo e gás natural, “não passando nada pelos fiscais do município; Que os fiscais não recebiam qualquer vantagem financeira a titulo de produtividade decorrente dos serviços de fiscalização desempenhados pela CMS, ou por eles mesmos”.

Mais remédios e serviços para pacientes com doença hereditária rara

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No Espírito Santo, pacientes portadores de uma doença genética rara e potencialmente grave, que causa inchaços deformantes em diversas partes do corpo e que pode atingir vários órgãos e até matar, passam a contar com o reforço de dois medicamentos no tratamento que é ofertado pelo Sistema Único de Saúde (SUS): o acetato de icatibanto e o ácido tranexâmico. Os pacientes também terão acesso a aconselhamento genético e tratamento odontológico.
Hoje, no Estado, há 55 pacientes portadores de angioedema hereditário em tratamento. A doença provoca crises recorrentes de edemas (inchaços) na face, pés e mãos, nos genitais, nas membranas mucosas do trato intestinal, laringe e em outros órgãos internos. Quando ocorre na laringe, pode provocar morte por asfixia.
Com indicação específica para ser administrado em casos de crise de angioedema hereditário, o icatibanto passou a ser disponibilizado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) nos pronto-socorros dos quatro hospitais de referência nesse problema. São eles: Antônio Bezerra de Faria, em Vila Velha e Dório Silva, na Serra – ambos estaduais – além da Santa Casa de Misericórdia de Vitória e de Cachoeiro de Itapemirim – filantrópicos.
De acordo com a gerente de Assistência Farmacêutica da Sesa, Maria José Sartório, o icatibanto é o único medicamento disponível atualmente no mercado brasileiro para tratar crises da doença, e é indicado porque reverte o quadro rapidamente.
Já o ácido tranexâmico está sendo incluído no rol de medicamentos fornecidos pelo Estado para reduzir os efeitos colaterais provocados por outra medicação associada, o Danazol, padronizado pelo Ministério da Saúde no tratamento clínico a esses pacientes e que já é disponibilizado, por meio das Farmácias Cidadãs Estaduais para tratar os casos crônicos e prevenir crises.
“Engrossamento de voz e crescimento de pelos estão entre os efeitos colaterais do Danazol, que podem ser minimizados com o uso do ácido tranexâmico de forma associada”, explica a gerente. A estimativa é de que esse medicamento, financiado exclusivamente pelo Governo do Espírito Santo, esteja disponível nas Farmácias Cidadãs Estaduais dentro de 45 dias.
Aconselhamento genético
Maria José Sartório destaca que a preocupação da Sesa foi também a de organizar o fluxo de atendimento para melhorar a qualidade de vida desses pacientes. E, por isso, incluiu outras novidades no tratamento, como o aconselhamento genético para jovens que querem casar e ter filhos e tratamento odontológico em local de referência (no Hospital Estadual Dório Silva).
Segundo a gerente, estudos mostram que os pais têm 50% de probabilidade de passar para seus filhos a alteração genética no gene que causa o angioedema.
Tratamento odontológico
Pacientes precisam de atenção e orientação especial também durante tratamento odontológico. “Vários fatores como trauma, estresse, infecção, o uso de hormônio, um procedimento cirúrgico ou odontológico podem desencadear uma crise. Por isso, o atendimento odontológico é direcionado para o Hospital Estadual Dório Silva, um dos quatro hospitais de referência. Se houver intercorrência, o paciente contará imediatamente com estrutura hospitalar”, explica ainda.
Angioedema hereditário
– O angioedema é um distúrbio hereditário associado a uma proteína do sangue, chamada inibidor C1. Quando ela não é produzida pelo corpo na quantidade certa, pode gerar como consequência inflamações na pele e nos tecidos subcutâneos (como a boca, por exemplo) e atingir outros órgãos do corpo.
– O inchaço é deformante durante o período de crise, que dura de 48 a 72 horas, se não tratada. As crises mais preocupantes são a de edema abdominal – que causa dor intensa e pode levar à cirurgia exploratória desnecessária – e a de laringe, que pode provocar asfixia por obstrução das vias aéreas.
– A doença atinge de 01 em cada 10 mil a 01 em cada 50 mil habitantes no mundo.
– No Estado, todos os 55 portadores do problema utilizam cartão de identificação para facilitar atendimento em caso de urgência, já que os sintomas podem confundir com os de uma reação alérgica.
Serviço
– O serviço de referência da Sesa para atendimento aos casos suspeitos é o Ambulatório de Angioedema, que funciona no Hospital da Santa Casa de Misericórdia de Vitória. É para lá que os médicos devem referenciar pacientes com suspeita desse diagnóstico.
– As crises da doença passam a ser atendidas nos pronto-socorros dos hospitais Antônio Bezerra de Faria, em Vila Velha; Dório Silva, na Serra; Santa Casa de Misericórdia de Vitória e de Cachoeiro de Itapemirim. Em caso de crise, a Sesa disponibiliza o medicamento acetato de icatibanto nesses hospitais.
– Os pacientes também terão acesso a aconselhamento genético, em parceria com a Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) e tratamento odontológico (no Hospital Dório Silva).
– O medicamento Danazol já é disponibilizado nas Farmácias Cidadãs Estaduais, mediante indicação clínica do ambulatório de referência. O ácido tranexâmico já foi comprado e chegará ao Estado nos próximos 45 dias. Também será disponibilizado nas Farmácias Cidadãs Estaduais.

Com proximidade do carnaval, Hemocentro móvel intensifica campanha de doação de sangue

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Com a chegada do Carnaval, as unidades móveis do Hemocentro da Secretaria de Estado da Saúde (Hemoes) intensificam as atividades para aumentar a coleta de sangue e cadastrar doadores de medula óssea. Nesta quarta (16), por exemplo, a equipe esteve em Vila Velha, na Praça Duque de Caxias – também conhecida como Praça do Titanic. Foram feitas cerca de 250 doações de sangue. As próximas cidades que receberão a visita do Hemocentro móvel até fevereiro são Anchieta, Afonso Cláudio e Castelo.Segundo a enfermeira e responsável pela unidade móvel, Silvana Souza, as unidades móveis são encaminhadas aos municípios que não têm acesso ao Hemoes, geralmente fora da Grande Vitória. “Na terça-feira, estiveram presentes 68 pessoas, entre aptos e inaptos para a doação. O número adequado é entre 50 e 100 pessoas por dia, pois não temos suporte para receber mais do que isso”, diz Silvana.

O agendamento para as doações é realizado em um calendário aberto, vai de acordo com a demanda, e geralmente recebem pedidos da prefeitura, igrejas e demais órgãos públicos. A enfermeira explica como é feita a avaliação de quem está apto para doar sangue: “Primeiro, avaliamos se a pessoa tem condições/integridade para doar sangue e se este não está contaminado; depois, passa por uma triagem hematológica, em quatro etapas: medimos pressão, temperatura, peso e realizamos um teste de hemoglobina”. O procedimento não excede 15 minutos e, após a doação, fornecem um lanche para o doador.

A equipe que trabalha no ônibus do Hemoes conta com 12 pessoas, entre enfermeiros, médico, técnicos de enfermagem e laboratório, além de voluntários da Associação Capixaba dos Amigos da Medula Óssea (Acamo). O transporte é equipado com oxigênio, respirador e mala de medicamentos lacrada, além disso, um carro com motorista fica a disposição para qualquer eventualidade.

Com apenas 10ml de sangue e os dados pessoais, o doador já está cadastrado em um banco de dados e poderá ser solicitado se algum paciente compatível necessitar. Todo sangue recolhido passa por análises que verificam doenças e anemia. Quanto à capacidade de cadastro para doação de medula óssea, é ilimitada. É recomendado que os doadores tenham entre 16 e 67 anos, pesem mais que 50 kg, não estejam em jejum, repousem pelo menos seis horas na noite anterior, entre outras coisas.

O cozinheiro Walter Alves Moreira, 48, fez sua primeira doação há 10 anos, e esta é a segunda. “Doar sangue faz uma grande diferença na vida das pessoas, mas muita gente tem medo de agulha, ou de sentir dor. Pretendo doar outras vezes daqui algum tempo”, conta o cozinheiro.

O empresário Jakson Sipolatti, 29, reconhece a importância do ato, principalmente, nesta época do ano. “Essa é a segunda vez que eu doo, e pretendo doar com uma regularidade maior. Acho que deveria haver esse tipo de serviço mais vezes ao ano, para conscientizar mais pessoas”. Outros dias e locais que as unidades móveis do Hemocentro estarão presentes. (por Lívia Meneghel)

As datas são provisórias e estão sujeitas a alterações, pois dependem da aprovação da direção do Hemocentro.

Vila Velha

Data: 5 de fevereiro

Horário: 8h às 16h

Local: Parque da Igreja Batista

Anchieta

Data: 6 e 7 de fevereiro

Horário: 8h às 16h

Local: Samarco Mineração

Afonso Cláudio

Data: 20 e 21 de fevereiro

Horário: 8h às 16h

Local: Praça Aderbal Galvão

Castelo
Data: 27 e 28 de fevereiro
Horário: 8h às 16h

Local: A definir

Hábito de permanecer sentado durante horas provoca doenças

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Você costuma ficar sentado longos períodos, seja no trabalho ou diante da televisão, do computador ou no trânsito. Saiba que tal hábito aumenta o risco de diabetes, doenças cardíacas e até mesmo de morte.O alerta vem dos cientistas das Universidades “Leicester” e “Loughborough”. Os especialistas analisaram 18 estudos envolvendo quase 800 mil pessoas e afirmam que se exercitar em algum momento do dia e permanecer sedentário o restante das horas não são suficientes.
É evidente que o trabalhador que fica sentado o dia inteiro em sua mesa de trabalho e se exercita em algum momento na academia terá uma saúde melhor do que o que vai para casa assistir tevê.
No entanto o primeiro não está livre dos riscos. A alternativa para reduzir o tempo que se passa sentado é tentar alternar as atividades procurando fazê-las de pé sempre que for possível. Uma boa alternativa é fazer caminhadas durante o almoço e optar por atividades menos sedentárias na hora de lazer.
(Do R7)

Operação Derrama: relator determina soltura de denunciados

O judiciário atendeu ao pedido do procurador-geral de Justiça, Eder Pontes da Silva, e determinou a soltura de todos os ex-prefeitos envolvidos nas suspeitas de fraudes na arrecadação de créditos tributários em prefeituras capixabas. O relator do processo Operação Derrama, desembargador Ronaldo Gonçalves, autorizou a saída da prisão dos políticos na noite desta terça-feira (05).

Foram libertadas todas as 30 pessoas envolvidas nas investigações – entre eles, sete ex-prefeitos que seguem presos (dois em regime de prisão domiciliar) no Quartel da PM, em Maruípe, Vitória. Com a decisão, ganham a liberdade os ex-prefeitos Guerino Zanon, Edival Petri, Ademar Devéns, Edson Magalhães, Alcino Cardozo e Valter Luiz Potratz, além dos ex-procuradores e ex-servidores de prefeituras Zamir Gomes Rosalino, Eder Botelho, Cládio Múcio Salazar e Analice Gobeti Pianissoli.

Apesar de determinar a soltura dos envolvidos, o desembargador Ronaldo Gonçalves afirmou em sua decisão que esperava que o MPES oferecesse denúncia contra os suspeitos. “À luz desses elementos, aliás, continuo, particularmente, convicto quanto à existência de significativos indícios de autoria e materialidade delitivas, conforme mencionei na primeira decisão”.

E prosseguiu: “No entanto, o próprio Ministério Público, na condição de defensor da sociedade, entende promover o arquivamento do inquérito quanto aos suspeitos com prerrogativa de foro e, em relação aos demais investigados, já afirma que a denúncia demorará a ser oferecida”.

Diante da decisão, o desembargador entendeu que a prisão “perdeu, neste momento, o sentido”. Mesmo com a liberdade, as investigações vão continuar.

Além dos ex-prefeitos presos no Quartel da Polícia Militar, em Maruípe, a Justiça também revogou todas as prisões domiciliares e as medidas cautelares que atingiram, entre outros investigados, a mulher do presidente da Assembleia Legislativa e ex-prefeita de Itapemirim, Norma Ayub.