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30% da população mundial ainda não foi alcançada pelas ações de combate à tuberculose

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que a tuberculose ainda é grande motivo de preocupação para a comunidade científica e para toda a sociedade. Apesar dos avanços nos últimos 12 anos, cerca de 30% da população mundial ainda não foi alcançada pelas ações de combate à tuberculose, como diagnóstico oportuno e tratamento, e são oriundas principalmente de localidades mais vulneráveis.

No mundo, a tuberculose é a segunda principal causa de morte por um único agente infeccioso. A OMS estima que cerca de 10,6 milhões de pessoas adoeceram de tuberculose em 2022. Foram registrados 1,1 milhão de óbitos em pessoas HIV negativo e 167 mil em pessoas vivendo com HIV. Além disso, calcula-se que houve cerca de 410 mil casos de tuberculose multirresistente (MDR).

“A tuberculose acomete principalmente os pulmões, que é a forma clássica que a maioria das pessoas conhece, mas pode acometer qualquer órgão do corpo onde a bactéria se instale. A transmissão ocorre por meio de partículas chamadas aerossóis, isso significa que as bactérias são expelidas com a respiração da pessoa doente e sem tratamento”, alerta a infectologista Ana Carolina D’Ettorres.

O Brasil apresenta um terço de todos os casos de tuberculose nas Américas e é o único país do continente presente em duas listas de países prioritários para a OMS (tuberculose e coinfecção tuberculose-HIV). Em 2022, o Brasil registrou 81 mil casos novos de tuberculose, o que corresponde ao coeficiente de incidência de 38 casos novos por 100 mil habitantes. Também foram registrados cerca de 5.800 óbitos por tuberculose no país, com coeficiente de mortalidade de 2,7 óbitos por 100 mil habitantes.

A cada dia, mais de 4 mil pessoas perdem a vida para a tuberculose e mais de 28 mil são contaminadas pela tuberculose, uma doença que é curável e pode ser prevenida. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram ainda que os esforços para combater a doença já salvaram cerca de 66 milhões de vidas desde o ano 2000.

Sintomas

A especialista alerta que é importante saber reconhecer os principais sintomas da doença para buscar logo atendimento médico: tosse seca (principalmente há mais de 30 dias), febre diária, sudorese noturna e perda de peso. “Algumas pessoas estão mais vulneráveis a adoecer por tuberculose como pacientes em tratamento oncológico, imunodeprimidos, portadores de HIV e pessoas que apresentem desnutrição”.

Ana Carolina ressalta que a presença de pacientes com tuberculose é algo constante no consultório. A doença é, no entanto, evitável e curável, e cerca de 85% das pessoas que desenvolvem tuberculose podem ser tratadas com cerca de seis meses de medicamentos. “Até a covid-19, a tuberculose era a principal causa de óbito por doença infecciosa do mundo, e uma das principais causas de morte no mundo”.

A vacina BCG, que é obrigatória para menores de um ano, protege as crianças contra as formas mais graves da doença. A prevenção também pode ser feita por meio do diagnóstico precoce e rápido início do tratamento. “Com 15 dias após iniciado o tratamento, a pessoa já não transmite mais a doença”.

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