O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, determinou a investigação imediata sobre o transbordamento de reservatórios da Vale em minas de Ouro Preto (MG) e Congonhas (MG).
Dois extravasamentos de água ocorreram em menos de 24 horas. O primeiro incidente foi registrado na mina de Fábrica, em Ouro Preto, na madrugada de domingo (26), e o segundo na mina Viga, em Congonhas, na noite do mesmo dia.
O ministro Alexandre Silveira exigiu rigor na apuração das responsabilidades. Ele ordenou à ANM (Agência Nacional de Mineração) a abertura de processo para investigar o caso com “total rigor e celeridade”, além de cobrar medidas de segurança urgentes.
A lama atingiu rios e áreas industriais vizinhas. Segundo a Prefeitura de Congonhas, vazaram 263 mil metros cúbicos de água com minérios na primeira ocorrência, atingindo o rio Goiabeiras e instalações da CSN Mineração.
Não há registro de feridos ou vítimas nas duas ocorrências. O segundo transbordamento atingiu o rio Maranhão, mas não bloqueou vias nem afetou diretamente as comunidades locais, segundo a administração municipal.
COBRANÇAS E JUSTIFICATIVAS
O governo federal cogita interditar a operação das minas envolvidas. Silveira cobrou fiscalização das estruturas e citou a “interdição da operação” como medida possível, caso a avaliação técnica indique necessidade.
A Vale afirmou que prioriza a segurança das pessoas e do meio ambiente. “Como é praxe nessas situações, a Vale já comunicou os órgãos competentes e prioriza a proteção das pessoas, comunidades e meio ambiente”, disse a empresa em nota.
A prefeitura de Congonhas prometeu aplicar multas à mineradora. O município avalia os impactos ambientais junto à Defesa Civil e informou que tomará as medidas cabíveis contra a Vale.
A CSN Mineração relatou alagamentos em sua unidade Pires. A empresa teve almoxarifado e oficinas atingidos, mas garantiu que “todas as estruturas de contenção de sedimentos da CSN Mineração estão operando normalmente”.
MEMÓRIA DE BRUMADINHO
Os incidentes coincidem com os sete anos da tragédia de Brumadinho. O rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão, que também pertencia à Vale, matou 270 pessoas na mesma data, em 2019.
As buscas pelas vítimas da tragédia foram encerradas oficialmente. O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais finalizou os trabalhos no domingo, com duas vítimas (um engenheiro e uma estagiária) ainda não encontradas.
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS)











