Ato no mar marca Dia Mundial dos Oceanos em Vitória

Neste domingo (8), Dia Mundial dos Oceanos, cerca de 30 nadadores e caiaqueiros participaram de um ato simbólico na Prainha da Ilha do Frade, em Vitória (ES). O grupo protestou contra o 5º Leilão de Petróleo marcado para o fim de junho, a possível perfuração de poços no litoral capixaba e também defendeu a regulamentação da profissão de salva-vidas.

A mobilização fez parte das atividades do projeto Conexões Costeiras Sudeste, que busca fortalecer o diálogo entre comunidades, ciência e políticas públicas em defesa dos ecossistemas marinhos e costeiros.

A coordenadora do projeto, professora Cristiana Losekann, ressaltou a importância da ação nesta data:

“Queremos um mar sem petróleo, sem lixo. É importante marcar esse evento hoje porque, nesta segunda-feira, começa a Conferência Mundial dos Oceanos. Muitas decisões importantes sobre a proteção dos oceanos e dos países vão sair desse encontro”, destacou.

Entre os participantes do ato estava também Paulo Barone, presidente da associação de pescadores do Arquipélago de Paquetá (RJ), que fez um apelo:

“Peço que respeitem os oceanos e parem de poluir o mar. Não a esse leilão!”, afirmou.

Oficinas debatem desafios costeiros e ambientais no Sudeste

No sábado (7), o projeto Conexões Costeiras Sudeste também promoveu o encerramento de seu ciclo de oficinas virtuais e presenciais. A atividade final aconteceu em Vila Velha e reuniu representantes de movimentos sociais e de órgãos públicos ligados à pauta ambiental.

Os debates abordaram temas como a contaminação de rios e mares, o avanço da exploração de petróleo e a perda de territórios litorâneos para a construção de grandes empreendimentos, como resorts.

Ao final do ciclo, os organizadores anunciaram a produção de um relatório no formato policy brief, com recomendações para jornalistas e tomadores de decisão. O documento será apresentado durante a COP30, que acontecerá em Belém (PA) em 2025.

“Vamos produzir um relatório com recomendações para que os jornalistas tenham uma compreensão mais ampla da COP30 — não apenas focada nas agendas governamentais, mas também nas pautas das comunidades”, explicou Cristiana Losekann.

“A ideia é que quem toma decisões políticas e institucionais possa considerar as perspectivas da sociedade civil sobre os rumos da política oceânica”, completou.

 

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