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Armazéns do porto no Centro de Vitória ganham projeto de requalificação

O conjunto de armazéns do porto terá novo projeto de requalificação e ocupação que promete reunir educação, lazer, arte e gastronomia. A notícia foi anunciada na tarde desta quarta-feira (12) durante coletiva de imprensa para a entrega da reforma dos cinco armazéns e dos prédios do antigo Porto de Vitória.

De acordo com a Vports, concessionária que administra o local, com o objetivo de contribuir com a revitalização do centro da cidade, os novos armazéns contam com museu, unidade de ensino, centro de vivência, arena de espetáculos, restaurante e outros espaços destinados à integração com a comunidade.

O projeto de requalificação, viabilizado por uma parceria entre governo do Estado, Vports, Findes, Senai, Vale e Instituto Cultural Vale, tem previsão para conclusão até 2026. De acordo com o Governador do Estado, Renato Casagrande, a revitalização é essencial e o estado tem feito diversos investimentos para resgatar a importância deste local. 

“Agora, estamos seguindo um caminho de resgate e essa revitalização valoriza a cultura e a história do nosso Estado. O objetivo é recuperar o protagonismo e a vitalidade do Centro da cidade, reconhecendo seu valor histórico, cultural e econômico para a região. Os armazéns funcionando darão uma nova dinâmica a essa região, principalmente nos finais de semana, onde teremos mais opções de lazer. É importante e fundamental essa parceria entre setor privado e setor público”, afirma o governador.

O início da reforma dos cinco armazéns, entregue pela Vports, representa o primeiro passo para essa requalificação. De acordo com a concessionária as obras passaram por etapas de recuperação estrutural, tratamento de patologias do concreto e de infiltrações, reforma das estruturas e recuperação do perfil arquitetônico, com a limpeza e o tratamento de fachadas e da alvenaria.

Cabe destacar que os armazéns também receberam nova pintura, a partir de um trabalho de pesquisa desenvolvido em parceria com a  Secretaria de Estado da Cultura, para escolher a cor mais próxima à original, preservando memória e história. Para o diretor-presidente da Vports, Gustavo Serrão, a reforma e requalificação dos armazéns configuram um marco na história do porto, da cidade e do Estado.

“O projeto sintetiza aquilo que entendemos como fundamental: trabalhar coletivamente, estabelecer parcerias, unir forças e promover o desenvolvimento sustentável e compartilhado, sabendo que temos um porto em operação que é parte da vida e da história da cidade, e que pode estar mais integrado à comunidade”, pontuou.

Os cinco armazéns de Vitória

Dos cinco armazéns reformados, os dois primeiros terão uso operacional e portuário e os outros três serão destinados ao projeto sociocultural. O Armazém 3 será ocupado pelo Senai Porto, uma unidade de ensino especializada na formação de profissionais para as áreas de logística, gestão portuária, tecnologia da informação e economia do mar. O espaço receberá investimentos superiores a R$ 34 milhões, voltados para obras de reforma e adequação, mobiliário, montagem dos laboratórios e equipamentos de forma geral.

A unidade, a primeira do Espírito Santo instalada em área portuária, iniciará suas atividades em 2025 e terá capacidade de atender cerca de 1,8 mil alunos por dia, sendo 600 por turno. De acordo com o presidente em exercício da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Paulo Baraona, a educação profissional é o caminho para criar oportunidades e desenvolver o Estado.

“Acreditamos que ao aliarmos o ensino profissionalizante à vocação logística do Espírito Santo, criamos mais condições para fortalecermos a nossa economia e nos tornarmos cada vez mais uma referência em capital humano de qualidade”, frisou.

Paulo assegura ainda que o “Senai Porto” surge da conexão entre educação profissional de qualidade, infraestrutura e logística portuária. “Estamos investindo no que faz sentido com as demandas do mercado, e a escolha pela operação da nossa unidade no Armazém 3 do Porto de Vitória irá potencializar ainda mais as oportunidades e os negócios”, pontuou.

Já no Armazém 4 e no prédio anexo a ele, funcionará a nova sede do Museu Vale em uma área total de 3,9 mil metros quadrados, que passará por novas reformas e adequações para receber o espaço, ganhando uma reestruturação territorial, paisagística, econômica e social.

Segundo o diretor presidente do Instituto Cultural Vale, Hugo Barreto, a instalação do Museu Vale no Porto de Vitória contribui para a requalificação do centro antigo da cidade, além de reforçar a atuação da Vale de se manter conectada à história do Espírito Santo. “Em sua atuação, o Museu mobiliza diferentes públicos, mantendo sua vocação para a educação e de democratização do acesso à arte”, destacou.

A expectativa é que a nova sede seja aberta ao público a partir de 2025, com nova museografia. Dessa forma, o Museu Vale manterá seus três eixos de atuação: o acesso à arte contemporânea, a promoção da arte-educação e a memória e preservação histórica. Cabe destacar que o armazém terá cerca de 850 metros quadrados voltados para exposições temporárias.

Já no edifício, será montada a exposição permanente com o acervo histórico da Estrada de Ferro Vitória a Minas, ocupando dois dos cinco andares do prédio. O projeto também prevê uma sala para o programa educativo do museu, além de áreas para ateliê e residências artísticas, um auditório e uma biblioteca.

O prédio abrigará ainda o Centro de Memória da Estrada de Ferro Vitória a Minas, e, na cobertura, haverá um espaço reservado para um restaurante, com vista panorâmica da baía de Vitória e do centro histórico da capital.

Por fim, o Armazém 5 será destinado à Secretaria de Estado da Cultura e vai funcionar como um espaço cultural multiuso com arena de espetáculos, espaço expositivo, espaço formativo e ativação em arte, design e gastronomia. 

Coordenado pelo reconhecido Instituto Pedra, a partir de acordo de cooperação com a Secult-ES e parceria com o Ministério da Cultura, com recursos da Lei Rouanet, o projeto será construído a partir de escutas e da participação da comunidade cultural e do Distrito Criativo do Centro de Vitória.

“É um projeto construído coletivamente que requalifica e viabiliza a ocupação dos armazéns – espaços de importância histórica para o Estado -, fazendo com que voltem a fazer parte da vida da cidade, por meio da educação e da cultura. É mais do recuperar, reformar. É sobre dar uso, integrar e ocupar. E o detalhamento da proposta para o armazém 5 será feita a partir do diálogo e da troca com a comunidade cultural do Centro”, afirma Fabrício Noronha, secretário de Estado da Cultura.

Além da entrega da reforma dos armazéns, a Vports fará um centro de vivência em uma área de cerca de 1000 metros quadrados entre os Armazéns 4 e 5 (Museu Vale e Secretaria da Cultura). O espaço está em fase inicial de projeto e definição de parcerias para posterior detalhamento, mas a ideia é criar um ambiente integrado de lazer, relaxamento e convivência.

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