O Conselho Federal de Medicina (CFM) lançou uma nova plataforma online destinada ao recebimento de notificações sobre o exercício ilegal da medicina e complicações decorrentes de procedimentos realizados por profissionais não médicos. A ferramenta, denominada Medicina Segura, tem como objetivo fortalecer a proteção dos pacientes e ampliar o monitoramento de práticas irregulares na área da saúde.
Em entrevista à Rádio ES Hoje, a presidente do Conselho Regional de Medicina do Espírito Santo (CRM-ES), Dra. Karoline Calfa Pitanga, explicou que a plataforma foi criada para permitir que médicos contribuam com a identificação e denúncia de práticas irregulares.
“A Medicina Segura é uma plataforma criada e desenvolvida pelo Conselho Federal de Medicina para que os médicos possam registrar casos de complicações decorrentes de procedimentos realizados por profissionais não médicos, em situações que configuram invasão do ato médico”, explicou.
Segundo a presidente do CRM-ES, muitos dos casos registrados estão relacionados a procedimentos estéticos invasivos, frequentemente divulgados nas redes sociais por pessoas que se apresentam como especialistas sem possuir formação médica adequada. Diante desse cenário, ela orienta que os pacientes verifiquem se o profissional está regularmente inscrito nos Conselhos de Medicina antes de iniciar qualquer tratamento.
A consulta pode ser realizada nos sites do CFM e dos Conselhos Regionais de Medicina, na área destinada ao cidadão, onde é possível confirmar o registro profissional e verificar se o médico possui especialidade reconhecida.
“Hoje em dia é muito difícil avaliar a qualificação de um profissional apenas pelas redes sociais. Muitas pessoas associam autoridade ao número de seguidores, mas isso não significa, necessariamente, que aquele profissional tenha a formação adequada para atender determinado caso”, alertou.
A plataforma será utilizada exclusivamente por médicos para formalizar notificações técnicas, com a possibilidade de anexar documentos, exames e imagens. Segundo o CFM, todas as informações serão tratadas com sigilo.
Para saber mais sobre a iniciativa, ouça a entrevista completa.









